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Corinthians pode ser punido por caso de injúria racial contra Carlos Miguel? Procurador do STJD detalha à ESPN

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Procurador do STJD explica denúncias após Corinthians x Palmeiras: 'A procuradoria quer que o futebol seja limpo, sem ofensas morais' (2:07)

Caio Porto Ferreira, procurador do STJD, concedeu entrevista ao SportsCenter (2:07)

O caso de injúria racial contra Carlos Miguel, goleiro do Palmeiras, pode render punição para o Corinthians.

Em entrevista ao SportsCenter, Caio Porto Ferreira, Procurador do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), afirmou que o órgão aguarda a intensificação do torcedor responsável pelo ato durante o segundo tempo do Dérbi disputado no domingo, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro.

Segundo apurou a ESPN, Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE) acionou o departamento jurídico do Corinthians requisitando o envio das imagens das câmeras de segurança do estádio para identificação do torcedor responsável.

“Enxergo que as instituições devem agir firmemente contra toda e qualquer discriminatória. No caso, até o momento, não se identificou o torcedor ou a torcedora que teria ofendido com um ato racista o goleiro do Palmeiras”, disse Caio Porto Ferreira em entrevista à ESPN.

“Mas, em se tratando de conseguirmos identificar o torcedor ou a torcedora, estaria sujeito a afastamento dos estádios em até 720 dias, e também a um processo criminal, por que isso configura crime”.

“Uma vez que não pudermos identificar, temos que exigir do clube, para que o clube possa, por meio de uma pena pedagógica, conscientizar seus torcedores. É muito comum, quando a gente vê algum tipo de excesso de um torcedor, agressividade, algum objeto, algum arremesso, a própria torcida levar ao conhecimento da autoridade quem foi que fez aquele fato reprovável. E por enquanto não aconteceu”.

“As investigações prosseguem, a Polícia Civil instaurou boletim de ocorrência, está iniciando um inquérito policial, imagens estão sendo solicitadas. As instituições estão trabalhando e vão reprimir de forma exemplar essa conduta reprovável”.

O caso primeiro foi divulgado pelo próprio Palmeiras, que nas redes sociais informou sobre a injúria racial cometida no estádio.

Logo em seguida, o Corinthians também se manifestou.

“Tomamos ciência, por meio de notícia e vídeo publicados pelo site 'Nosso Palestra', de que o goleiro Carlos Miguel foi vítima de injúria racista durante o clássico deste domingo (12), na Neo Química Arena. Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas, incluindo a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos. Não podemos tolerar o racismo”, escreveu o Palmeiras.

“O Sport Club Corinthians Paulista vem a público manifestar total solidariedade ao atleta Carlos Miguel, alvo de ofensas de cunho racista durante a partida realizada neste domingo (12), na Neo Química Arena. O clube repudia de forma veemente qualquer ato de racismo ou discriminação, reforçando seu compromisso histórico na luta por respeito, igualdade e inclusão dentro e fora de campo”.

“O Corinthians informa que não medirá esforços para identificar e responsabilizar o(s) autor(es) deste ato inaceitável, colaborando integralmente com as autoridades competentes para que as devidas providências sejam tomadas. Não há espaço para o racismo no futebol e na sociedade”, publicou minutos depois o Corinthians.

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