Breno Bidon acabou como um dos destaques do título do Corinthians na Copa do Brasil. No gol que garantiu a vitória por 2 a 1 sobre o Vasco no Maracanã, foi ele quem inicia a jogada, em um lindo drible para cima de Cauan Barros, para coroar um ano de afirmação no clube alvinegro.
Nas semifinais, vale lembrar, já havia sido o meio-campista de 20 anos quem chamou a responsabilidade e bateu o pênalti decisivo que confirmou a classificação contra o Cruzeiro na Neo Química Arena.
O destaque, claro, repercute na Europa, mas o plano do Corinthians é claro: não há qualquer intenção em negociar sua joia neste momento. Hoje, inclusive, segundo apurou a ESPN, a avaliação de pessoas importantes no mercado é que Bidon ainda não atingiu seu máximo potencial.
O entendimento é que o jovem vale hoje algo entre 15 a 20 milhões de euros (entre R$ 98 milhões e R$ 130 milhões). Os paulistas não pensam em negociação nesse patamar – vale lembrar que o jogador tem contrato até o fim de 2029 e multa rescisória de 100 milhões de euros (R$ 650 milhões) para o exterior.
Nos últimos meses, dois clubes europeus se colocaram como interessados em Bidon. O PSV, da Holanda, e mais recentemente o Sporting, de Portugal. Mas nada além de sondagens, sem qualquer oferta.
Um ponto importante projetando o futuro da carreira de Bidon é que ele está tirando o passaporte italiano, o que permitirá que ele não ocupe uma vaga de jogador estrangeiro em quase de transferência para a Europa. Em relação a direitos econômicos, o Corinthians tem 90%, e o jogador, 10%.
Internamente, Bidon agradou muito a comissão técnica principalmente pelo que fez nesses últimos jogos do ano. A impressão é que, apesar da pouca idade, o jogador não sente a pressão de grandes momentos – como foi na cobrança de pênalti contra o Cruzeiro e na decisão contra o Vasco.
Com o título da Copa do Brasil, o Corinthians também garantiu vaga direto na fase de grupos da CONMEBOL Libertadores, o que reforça o desejo da direção de não perder nomes importantes do elenco.
Em caso de interessados em Bidon na janela de meio do ano, inclusive, o Corinthians, em situação delicada financeira, é verdade, priorizaria negócios que permitissem que o jogador seguisse no Brasil e se transferisse apenas ao final da temporada.
