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MP denuncia crime tributário e lavagem de dinheiro de Andrés e cobra ressarcimento ao Corinthians

Ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por crimes tributário e lavagem de dinheiro, além de cobrar R$ 101 mil de ressarcimento ao clube.

É importante destacar que Andrés Sanchez já havia sido denunciado pelo MP por crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, mas o processo está suspenso.

Neste novo processo, o MP acusa Sanchez de utilizar o cartão corporativo do Corinthians para compras pessoais e de terceiros entre agosto e setembro de 2020. Os gastos giram em torno de R$ 25 mil.

"O denunciado Andrés é responsável pela prática de apropriação indébita agravada continuada e, nessa condição, continuadamente durante seu mandato apropriou-se de valores e recursos da entidade desportiva usando dolosamente o cartão corporativo do clube. Assim, agia ciente, pois, de que não ocupava um cargo remunerado, e por conta própria e em contrariedade com o Estatuto Social e leis do ordenamento jurídico em vigor, resolveu remunerar-se", comunicou o órgão.

"Em seguida com o valor do proveito das infrações penais antecedentes revestiu-os em operações condizentes com o crime de lavagem de capitais, através de notas fiscais com o nome próprio (TAXI AÉREO HELIMARTE) ou identificação de terceiros (FASTSHOP e OPEN BOX 2) cometendo, daí também possíveis delitos de falsificação tributária em concurso com aquele contra a ordem econômica", completou.

O MP pede que Andrés Sanchez cumpra as seguintes medidas cautelares:

  • Proibição de acesso às dependências do Corinthians

  • Proibição de contato com testemunhas e dirigentes

  • Suspensão do exercício de qualquer função associativa e especialmente cautelar de proibição de REPRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL com a proibição de participar de reuniões, negociações ou em atos administrativos ligados ao clube

  • Proibição de deixar o país, sem autorização judicial

  • Proibição de viajar, dentro do país, sem autorização judicial por mais de 5 dias

  • Monitoramento eletrônico

Por fim, o Ministério Público de São Paulo solicita que o caso não seja analisado pela juíza Marcia Mayumi Okoda Oshiro, que rejeitou a primeira denúncia feita pelo órgão contra Andrés Sanchez por não ver provas de lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário.

Em nota, a defesa de Andrés Sanchez manifestou "perplexidade" com a nova denúncia oferecida pelo MP:

"A defesa de Andrés Navarro Sanchez, representada pelo escritório Fernando José da Costa Advogados, manifesta perplexidade diante da nova denúncia oferecida pelo Ministério Público, especialmente por ter sido distribuída por dependência ao processo relativo à primeira denúncia, atualmente suspenso, e reafirma que demonstrará a inocência de Andrés no regular curso do processo".