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OPINIÃO: Corinthians dar calote na Caixa no pagamento de Arena é imoral e burrice

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Romeu Tuma Jr. sugere que Corinthians deixe de pagar dívida pela Neo Química Arena: 'Não temos dinheiro' (1:00)

Presidente do conselho deliberativo deu a declaração em entrevista coletiva na última segunda-feira (8) (1:00)

Romeu Tuma Júnior, o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, tem uma ideia para o clube reorganizar suas finanças.

"Temos que resolver o problema do estádio na Caixa. Temos que trocar o fundo que está administrando o problema todo. Sou presidente do Conselho, não mando nada. Acho que o Corinthians tem que resolver o problema na Caixa. Senão, para de pagar, para de pagar o estádio. Vai pagar as dívidas que temos que são mais urgentes para evitar bloqueio. Para de pagar, acabou. Começa por aí. Temos que buscar uma solução, não temos dinheiro", afirmou Tuma.

Não sei o que é maior nessa sugestão: a burrice ou a imoralidade.

Duvido que até a sempre incompetente diretoria corintiana abraçaria ideia tão estapafúrdia.

Fazer isso seria dar munição para rivais que apontam, sem qualquer razão, que o Corinthians “ganhou” de presente seu estádio.

Qualquer calote é imoral, mas não pagar o estádio seria provavelmente top 5 nas centenas de episódios imorais que o Corinthians acumula nas últimas décadas.

Mas o que mais assusta na sugestão de Tuma é notar os efeitos que o calote traria para o clube.

Na mudança do contrato para o pagamento do empréstimo, realizada em 2022, a Caixa ampliou as garantias exigidas ao Corinthians.

Se aplicadas, elas tornariam o clube inviável de forma instantânea.

De cara, a Caixa tomaria a sede social do clube e o estádio do Parque São Jorge.

E tomaria praticamente todas receitas principais do clube.

Se dar o calote na Caixa, o Corinthians teria que ceder todas as premiações recebidas por competições que participa organizadas pela CBF e CONMEBOL.

Também teria que repassar para o banco todo o dinheiro obtido com a negociação de jogadores, incluindo valores obtidos através do mecanismo de solidariedade da Fifa.

Ainda seria condenada a depositar na conta da Caixa todos os valores obtidos com direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

Toda verba de bilheteria também ficaria com o banco em caso de calote, segundo contrato assinado em 2022.

Não pagar o financiamento do estádio é puro suco de imoralidade, estupidez e burrice.

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