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Marcelinho? Guerrero? Ídolos do Corinthians cravam protagonista dos títulos mundiais de 2000 e 2012

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Fábio Santos relembra 'invasão' da torcida do Corinthians no Mundial do Japão em 2012: 'O primeiro jogo parecia no Pacaembu' (1:29)

Fábio Santos e Fábio Luciano foram os convidados do 8º episódio do 'Papo de Mundial' (1:29)

Entre as muitas e muitas conquistas que o torcedor do Corinthians pode se gabar, duas são especiais e cobiçadas por todos: as taças do Mundial de Clubes, conquistado em 2000 e 2012. Com formatos diferentes e gerações históricas, os dois títulos são constantemente lembrados pela Fiel.

Mas, craques à parte, quem estava em campo não tem dúvida ao apontar o verdadeiro protagonista da conquista: a própria torcida, que compareceu em peso ao Rio de Janeiro e a Yokohama para ajudar o Timão a voltar com os troféus para casa.

A invasão mais impressionante foi a última. Em 2012, os corintianos atravessaram o mundo para ver o Corinthians superar o Chelsea por 1 a 0, gol do peruano Paolo Guerrero. As imagens até hoje impressionam Fábio Santos, lateral titular da equipe de Tite e convidado do 8º episódio do "Papo de Mundial", programa da ESPN que reúne histórias sobre o torneio interclubes.

“A saída já foi surpreendente, porque o aeroporto estava tomado. A saída do CT até o aeroporto, o trajeto que a gente fez… (tinha) Cara seguindo, subindo em cima do carro, batendo no ônibus. Então, a responsabilidade já indo para o Japão era gigantesca. Só que óbvio que nós não imaginávamos, chegando lá, que teria tantas pessoas, tantos torcedores”, disse o hoje comentarista da ESPN.

“O primeiro jogo eu acho que foi o mais impactante, porque a gente jogou em Nagoia, se eu não me engano. Era um estádio menor, só que muito parecido com o Pacaembu. Então, a hora que a gente sai para aquecer não está lotado ainda, porque ainda demoraria para começar o jogo. Eu falei: cara, não é possível. A gente está no Pacaembu! E encheu, foi legal, tinha aquela responsabilidade, aquela tensão de chegar na final”, completou.

A imagem da final também é marcante para Fábio Santos pela quantidade de corintianos no estádio de Yokohama. Segundo ele, até hoje os números divulgados de fãs presentes no Japão lhe causam estranhamento.

“Na final, o estádio em Yokohama era assustador. E tinha uma parte da torcida do Corinthians aqui, outra lá, bem misturado. Então o estádio inteiro você via preto e branco. Se ficasse todo mundo mais junto, seria mais assustador ainda. A viagem, a responsabilidade, a gente só tem noção da responsabilidade depois, que cara vendeu o carro, vendeu casa para viver esse momento, e ainda bem que deu certo, ainda bem que deu certo. O tanto de gente que eu encontro que agora fala: pô, eu estava no Japão. Eu falei: então tinha mais do que 30 mil”, revelou.

Outro convidado do "Papo de Mundial", Fábio Luciano também viveu experiência semelhante em 2000 contra o Vasco. Naquele ano, a "invasão da Fiel" ocorreu apenas na final, disputada no Maracanã quase meio a meio. E um canto da torcida corintiana ecoa em sua mente até os dias de hoje.

“O que não sai da cabeça da gente é o ‘Todo Poderoso Timão’, porque eu não lembro se em jogos anteriores teve esse canto na arquibancada, mas naquele jogo foi a primeira vez que teve aquele volume, aquele entendimento do que significava aquela frase. Porque é muito forte. Quando você pega uma torcida do Corinthians, que ela é uma torcida que cobra para caramba, que tem identificação gigantesca com o clube, mas que com relação aos jogadores tem que ser construído”, relembrou.

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2:17
Fábio Luciano revela trabalho de Oswaldo de Oliveira no vestiário do Corinthians de 2000: 'Os caras não sentavam na mesma mesa para comer juntos'

Fábio Santos e Fábio Luciano foram os convidados do 8º episódio do 'Papo de Mundial'

“E aí os caras chegarem numa arquibancada, dividir o Maracanã com a torcida do Vasco, e ficar, durante todo o tempo, jogo e prorrogação com esse canto, esse ‘Ôoo, Todo Poderoso Timão’. Isso deu muito força para a gente naquele momento porque é algo forte. Se você olhar para a frase, é o Todo Poderoso, é quase o time que não vai perder para ninguém. A confiança de quem está na arquibancada, do cara fazer todo esse movimento e entender que vão ter caras ali que vão honrar a camisa, que vão se fazer grandes também”, seguiu.

“Foi algo que teve um impacto positivo demais para a gente dentro do jogo, porque, em alguns momentos a gente sentia que o time estava perdendo um pouco de força, e aí a arquibancada te colocava para cima novamente com esse canto. Isso é quase… é frase da vida. Quando você olha aquilo ali, na minha cabeça, Corinthians, passagem, é o ‘Todo Poderoso Timão’”, finalizou.

Veja o episódio completo do "Papo de Mundial" com Fábio Luciano e Fábio Santos: