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Ex-Corinthians trancou Carlos Alberto no hotel para evitar briga com Leão após 'decisão' na Sul-Americana

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O dia em que ex-Corinthians trancou Carlos Alberto em quarto para evitar briga com Leão (3:05)

Magrão contou bastidores de um episódio de confusão quando atuava no Corinthians (3:05)

Na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Corinthians entra em campo nesta quinta-feira (31), às 21h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo do Disney+, em busca de uma nova final de torneio internacional. O desafio será superar o Racing, na semifinal da CONMEBOL Sul-Americana, em uma situação semelhante a vivida pela equipe há quase 20 anos.

Em 2006, o Timão era lanterna do Brasileirão e precisou ir à Argentina encarar o Lanús, pela segunda partida das oitavas de final da Sul-Americana. Talvez muitos corintianos nem lembrem o resultado daquela eliminatória, mas sim o que aconteceu na beira do campo.

A partida terminou 4 a 2 para o Lanús, que avançou às quartas de final até com certa tranquilidade. Só que bem antes da definição do resultado, o então técnico Emerson Leão decidiu substituir Carlos Alberto, uma das estrelas daquele time. E que, até por esse status dentro do elenco, não aceitou nada bem e teve uma ríspida discussão com o treinador.

Quem acompanhou tudo aquilo de perto lembra a dificuldade que foi conter os ânimos no vestiário.

“A gente segurou ele", contou o ex-volante Magrão, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br. Anos depois, ele diz que a atitude do treinador foi a correta.

"Teve discussão no intervalo. Ele bateu boca com o Leão, o Leão disse que ia tirar. O Carlinhos ia ser expulso, o Leão não estava errado. Ele já tinha soltado o braço no argentino, já tinha dado um monte de m***. O Leão tirou porque achou que ia ser expulso, não foi por perseguição".

O que até hoje poucos sabem é que Magrão teve que trancar o ex-meia no quarto do hotel para evitar que o camisa 19 fosse tirar satisfação pessoalmente com o treinador.

"Depois da janta, ele estava p***. ‘Vou perguntar por que ele me tirou’. Falei: ‘Vamos lá para o quarto e depois falamos com ele’. Fechei a porta e falei: ‘Agora você não sai mais’. Ele queria sair, dar em mim, falei: ‘Em mim você não vai dar, vai falar que vai brigar, mas não vai’. Fechei a porta e deixei ele lá dentro. No outro dia ele se acalmou".

Magrão era um dos que conseguia lidar com Carlos Alberto. Segundo o ex-volante, o meia, que teve passagens por Fluminense, Botafogo, Vasco, Bahia, Grêmio, São Paulo e outros clubes do futebol brasileiro, respeitava apenas alguns daquele elenco do Corinthians.

“Eu vi que ia dar m***. O Carlinhos respeitava poucos caras, eu era um. Ele respeitava uns dois, três. Até hoje tenho uma relação com aquele 'maluco do bem' próxima. No Rio vamos à praia, a gente fica junto. Eu gosto muito dele".

"Resumindo, naquele dia depois do jogo eu tranquei ele. Ele dormiu no chão do meu quarto. Não deixei ele sair com medo de fazer alguma m***. Não sei se ia brigar. Mas tranquei a porta, metemos um cobertor no chão e ele dormiu ali com a gente", finalizou.

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