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Bastidores: nome de Carille no Corinthians passa por convicção de Augusto Melo, irritação no Santos e 'condição única'

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Fábio Carille é o sonho de Augusto Melo para treinar o Corinthians, mesmo antes da demissão de António Oliveira.

A decisão sobre quem assumirá a equipe na reta final desta temporada, no entanto, segue aberta.

Nome frequentemente falado nos corredores do Parque São Jorge, o técnico foi citado também por pessoas que estiveram ao lado do cartola no camarote destinado à diretoria corintiana na Neo Química Arena durante o 3 a 2 diante do Vitória, na noite da última quinta-feira (04).

“Podemos ter novidades depois do jogo de hoje”, disse uma fonte ouvida pela reportagem em referência à partida do Santos contra o Ceará, no Castelão, em confronto pela 14ª rodada da Série B.

Mas segundo apurou a ESPN, uma possível contratação de Carille pelo Corinthians passa por pontos importantes.

O primeiro deles é a condição do Santos para liberar seu comandante, principalmente para um rival: unicamente diante do pagamento integral da multa rescisória, e à vista.

A reportagem revelou na última quinta-feira (27) que o valor previsto para a quebra unilateral do acordo gira em torno de R$ 2 milhões.

Fábio Carille tem contrato na Vila Belmiro até dezembro, com opção para extensão até o fim de 2025.

A reportagem apurou que o treinador tem conhecimento sobre o interesse do Corinthians há mais de uma semana, mas que está decidido a não entrar em rota de colisão publicamente com o Santos para a saída do clube, e tem se mantido distante de qualquer negociação.

Um dos motivos para essa decisão é um mal-estar contornado nos últimos dias entre Carille e Marcelo Teixeira, presidente do Peixe. Além da expectativa por reforços e a formatação do elenco para a disputa da Série B, o técnico manifestou desconforto com a presença de nomes de fora do departamento de futebol no dia a dia da equipe.

A ESPN ouviu de fontes próximas à diretoria santista que as intensas especulações em relação ao treinador irritaram o presidente do clube.

A alegação é de que o Corinthians levou à Vila Belmiro uma crise que não era do Santos.

Em meio a isso, Carille comanda o time praiano contra o Ceará nesta sexta-feira, no Castelão.

Com atenções voltadas à equipe, o técnico delegou ao empresário Paulo Pitombeira toda e qualquer conversa sobre o interesse de outros clubes. Inclusive o Corinthians.

As investidas da diretoria corintiana se concentraram no agente, que voltou a ter boa relação com os cartolas do Parque São Jorge após a troca de farpas pela saída polêmica de Lucas Veríssimo para o Al-Duhail, do Qatar.

Carille soma 29 partidas à frente do Santos nesta temporada, com 17 vitórias, nove empates e três derrotas, com 68% de aproveitamento dos pontos disputados.

Preocupação com punição

Nos bastidores do Parque São Jorge, no entanto, existe ainda o temor com a possibilidade de que Santos e Carille sejam sancionados na Fifa por um litígio com o V-Varen Nagasaki (JAP). O Corinthians acionou seu departamento jurídico para entender a chance de que uma eventual punição seja repassada também ao Timão em caso de contratação do técnico.

O clube japonês anunciou em janeiro a decisão de representar contra o Peixe e também contra o treinador pelo que entendeu ser a quebra de contrato unilateral para 2024.

O procedimento ainda abrange os auxiliares de Carille, que, de acordo com a equipe asiática, também possuíam vínculo com o time.

Em nota, o V-Varen Nagasaki alegou que não recebeu qualquer resposta do Alvinegro após comunicado emitido em 13 de janeiro.

Na ocasião, os japoneses bateram o pé e disseram que seguiriam exigindo o pagamento da multa rescisória de Carille, sem qualquer possibilidade de reduzir o valor.

Segundo soube a ESPN, a demanda gira em torno de 1,5 milhão de dólares (cerca de R$ 8,2 milhões), com acréscimo de juros. O Santos não confirma a quantia.

Em nota oficial publicada em meados de janeiro, o Peixe afirmou que o contrato assinado pelo treinador no Japão estava encerrado, e negou que haja pendências com o clube asiático.

“Durante longa reunião pela manhã com representantes do V-Varen Nagasaki, o Santos tomou conhecimento de que o contrato do treinador com o clube japonês terminou no dia 1º. de janeiro”, publicou o clube em nota oficial.

“Assim, a partir do 1º. dia do ano, Fábio Carille estava legalmente liberado para acertar sua vinda para o Santos. Com o registro do contrato do treinador na CBF, o Santos encerra oficialmente as conversações com o V-Varen Nagasaki”.

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