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Corinthians tem 'nome forte' e fica mais próximo de anunciar novo diretor financeiro; veja detalhes

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O Corinthians tem um nome forte nos bastidores para ocupar a diretoria financeira: trata-se de Pedro Silveira. Segundo apurou a ESPN, há a expectativa de que a oficialização da chegada do novo diretor aconteça em breve. A função está vaga desde que Rozallah Santoro entregou o cargo em meio a reclamações sobre ingerência.

De acordo com apuração da ESPN, o nome de Silveira já tem sido debatido nos corredores do parque São Jorge desde meados da última semana.

Pedro Silveira é membro da chapa “Valores Corinthianos 83”, uma das bases de apoio para a eleição de Augusto Melo à presidência do Corinthians. O grupo também conta com Raul Corrêa da Silva como Diretor Cultural na atual gestão.

“Está para fechar”, ouviu a ESPN sobre a nomeação de Pedro Silveira como nome diretor no departamento financeiro do clube.

Ligado ao mercado financeiro, o executivo é ex-CEO da XP Internacional e sócio-fundador da UPON Global Capital, empresa que atua em investimentos internacionais.

O Corinthians anunciou recentemente o advogado criminalista Leonardo Pantaleão como novo Diretor de Negócios Jurídicos, sucedendo a Yun Ki Lee, que deixou o cargo por discordâncias na condução interna das denúncias sobre um suposto “laranja” em repasses da empresa que intermediou o contrato de patrocínio com a casa de apostas VaideBet.

Entre as principais demandas da diretoria financeira está a gestão da grave crise atravessada pelo Corinthians em relação aos cofres do clube.

Como a ESPN avançou no início de maio, há a expectativa pela conclusão do “relatório-bomba” elaborado pela Ernst & Young, multinacional contratada pelo Corinthians para consultoria e planejamento estratégico.

Segundo soube a reportagem, versões preliminares que chegaram à mão do corpo diretivo alvinegro apontavam endividamento total de cerca de R$ 2,1 bilhões.

Entre os caminhos apresentados pela Ernst & Young ao Corinthians está o de uma recuperação judicial, que é uma previsão legal para empresas em situação de crise econômico-financeira.

Documento da consultoria, inclusive, tratam o quadro do clube como “insolvente”.

Isso, segundo apurou a ESPN, foi apontado a dirigentes alvinegros como o "remédio amargo" possível diante da grave crise financeira.

Há ainda, entre outras sugestões apresentadas, a transformação do Corinthians em uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

O modelo tradicional de organização no Brasil é a associação civil sem fins lucrativos, com as eleições de seus presidentes determinadas pelos próprios estatutos.

Quando o formato de empresa passa a ser adotado, isso habilita a possibilidade de haver um investidor para essa SAF, que passa a ser o proprietário (majoritário ou não) das ações. Na prática, o clube passa a ter um dono.

Além disso, a legislação aplicada à SAF ainda prevê alterações quanto à tributação, normas de governança e regras de adequação financeira, além de obrigações mais rígidas quanto ao pagamento de dívidas de natureza civil e trabalhista, que passam a ter um prazo que poderá chegar a dez anos para a quitação, dependendo de regras específicas.

Ainda segundo apurou a reportagem, o Corinthians indicou à Ernst & Young o desejo de que o caminho seguido fosse semelhante ao adotado pelo Flamengo na gestão Eduardo Bandeira de Mello, quando coube à multinacional britânica traçar o planejamento estratégico para recuperação financeira do clube.

Caso a decisão da diretoria alvinegra seja de não aderir à recuperação judicial, o projeto tende a caminhar para um formato semelhante ao traçado pelo Rubro-Negro há uma década: ganho de caixa no curto prazo e alongamento da dívida.

A ESPN soube ainda que o relatório final da Ernst & Young recomenda ao Corinthians a contratação de um CEO (Chief Executive Officer, em inglês), que na prática opera como um diretor-executivo.

O nome procurado pelo clube foi Marcelo Paz, que exerce o posto à frente da SAF do Fortaleza, mas que recusou o convite para seguir à frente do Leão do Pici.

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