Em entrevista ao podcast "Denílson Show", o ex-lateral-esquerdo Fábio Santos tentou colocar um ponto final em seu recente entrevero com o técnico Vítor Pereira.
Tudo começou em 26 de fevereiro, quando o ex-atleta participou do programa "MunDu Meneses", da ESPN, e criticou o português por realizar uma "gestão horrível" do elenco do Corinthians, em 2022.
VP, porém, não gostou nada das palavras do ex-comandado...
No dia seguinte, o luso deu entrevista fortíssima ao jornal português Record e rebateu Fábio Santos, chamando o ex-atleta inclusive de "covarde".
Na conversa com o apresentador Denílson, por sua vez, o multicampeão pelo Corinthians colocou panos quentes na situação e explicou o que realmente quis dizer sobre o treinador.
Fábio também aproveitou para fazer vários elogios ao hoje comandante do Al Shabab e até mandou um carinho abraço para seu ex-treinador.
"Ele interpretou de forma totalmente errada o que eu falei. Para não perder muito tempo nisso e acabar com o assunto de uma vez por todas, vamos esclarecer. Eu consegui passar a minha vida inteira longe de qualquer tipo de confusão. Eu odeio briga, odeio confusão, me incomoda...", iniciou.
Fábio Santos e Almirzinho foram os convidados do MunDu Meneses desta segunda-feira (26)
"Quando eu falei (sobre Vítor Pereira no 'MunDu Meneses'), não sei de que maneira chegaram para ele as informações. Eu continuo achando que a gestão dele realmente não é das melhores, mas de repente eu usei uma palavra um pouco mais pesada quando falei em 'gestão horrorosa' [Nota da redação: na entrevista à ESPN, Fábio Santos usou a palavra 'horrível']. Mas, mesmo assim, eu elogiei o trabalho de campo dele", seguiu.
"Vi a entrevista dele (ao Record) falando que foi minha melhor temporada pelo Corinthians, e realmente foi! Ele achou uma maneira de fazer um rodízio usando o Piton e eu, e isso potencializou demais o meu jogo. Eu sempre chegava fresco, terminei a temporada com 40 partidas. A comissão dele também era bacana, deixei isso claro. Só critiquei a gestão. Só isso", argumetnou.
"VP, não me entenda mal... Um abraço para você! Desejo boa sorte na sua carreira. E felizmente, ou infelizmente, você não vai conseguir brigar comigo (risos)", divertiu-se.
Na sequência, Fábio Santos falou mais sobre como os treinadores europeus têm problemas para lidar com os jogadores brasileiros.
"Falar em gestão (de elenco) é algo muito amplo, na verdade. Falam que o jogador brasileiro é mimado... Você pode achar o que quiser, mas realmente no Brasil é assim: se você tira o jogador do time, ele vai ficar p***. Na Europa não fica? Não sei. Lá na Europa é de um jeito, aqui a gente está no Brasil. Quando você está na Europa, tem que se adaptar à maneira como os europeus trabalham. Quando você vem para o Brasil, tem que se adaptar à maneira como os jogadores brasileiros trabalham. E eles ficam chateados", apontou.
"Se você, como treinador, quiser dar uma satisfação ao atleta, cabe. Se não quiser, também cabe. O Muricy (Ramalho) também nunca deu satisfação para ninguém e é um cara de sucesso enorme, respeitado até hoje. Mas se alguém consegue fazer isso, como o Tite faz, por exemplo, de maneira certa... É a maneira certa e garante que vai dar títulos? Não sei. Mas é uma baita de uma gestão", exaltou.
"O cara vem, te olha e fala: 'Olha, é o outro rapaz que está jogando ali, mas já já você vai ter chance'. O Paulo Autuori fazia isso como poucos. É uma maneira que eu gosto, que eu me identifico, que deixa o ambiente mais leve e fica todo mundo trabalhando em alto nível", ressaltou.
"Cara feia, aquela 'birrinha', joga o treinamento lá para baixo. Quando está todo mundo motivado, sabendo que, mesmo se você não está jogando, o treinador não está sendo 'traíra' com você, o nível do treinamento vai lá para cima. E quem tem a ganhar com isso é o time. Mas é o que eu falo de gestão: se você quiser fazer isso, faz; se não quiser fazer, não faz. Também não é algo que vai te impedir de conquistar títulos", finalizou.
Próximos jogos do Corinthians
São Bernardo (F) - 14/03, 20h (de Brasília) - Copa do Brasil
