Eleito no fim de 2023 como presidente do Corinthians, Augusto Melo, antes de acertar com Fabinho Soldado, ex-Flamengo, para o cargo de diretor executivo de futebol, penou para encontrar um nome para o cargo. André Zanotta, conforme apurou a ESPN à época, foi um dos cotados para a vaga. No entanto, optou por permanecer nos Estados Unidos.
Em evento virtual organizado pela Major League Soccer (MLS) na última terça-feira (21) para promover a estreia da atual temporada, o dirigente, que desde janeiro de 2019 é diretor técnico do FC Dallas, elogiou a qualidade do trabalho nos Estados Unidos e a segurança que possui para se desenvolver profissionalmente como um dos fatores para excluir a curto prazo a possibilidade de voltar ao Brasil.
"Por enquanto, quero aproveitar o máximo. Estou há cinco anos no Dallas, acabei de renovar meu contrato. Quero continuar aqui, ainda mais com esse ciclo de Copa do Mundo, que é outro fator para mim. Vendo esse crescimento da MLS, do futebol aqui nos Estados Unidos. Tudo isso faz uma grande diferença, quero contribuir ainda mais. Onde a liga de cinco anos atrás está agora, com a chegada do Lionel Messi, o acordo com a Apple, a visibilidade. Para mim, está sendo gratificante", disse o dirigente do Dallas, clube fundado em 1996 e que tem atualmente como um dos donos o bilionário norte-americano Clark Hunt, que também é o CEO do Kansas City Chiefs, atuais campeões do Super Bowl.
"A qualidade do trabalho aqui é excepcional. Não ter o ambiente político tão pesado que temos no Brasil e que eu passei muito, sendo um ambiente estritamente profissional faz uma diferença enorme. Os donos do Dallas são donos do Chiefs, que acabou ganhar o Super Bowl. Poder conviver com eles, que tem um sucesso no esporte, é um privilégio que quero seguir aproveitando", começou por contar, antes de citar a parte familiar como o outro fator que o faz permanecer no país norte-americano.
"Tem um lado pessoal também. Qualidade de vida nos Estados Unidos, a vida no Texas é boa, a família adaptar. Tudo isso me fez querer não sair daqui por enquanto", completou.
Diretor esportivo do Santos entre 2012 e 2015, Zanotta esteve no cargo de executivo do Grêmio durante as campanhas de títulos da CONMEBOL Libertadores (2017), da CONMEBOL Recopa (2018) e do Campeonato Gaúcho (2018). O dirigente também passou pelo Sport entre 2015 e 2016.
"Eu fico super honrado toda vez que algum clube do Brasil cogita e tem meu nome considerado para a posição de diretor executivo de futebol. Já fui procurado por alguns clubes durante esses cinco anos. Porém, é muito raro você encontrar executivos de futebol brasileiros trabalhando fora do Brasil. Não são muitos, ainda mais com o meu perfil. Tem o Edu Gaspar no Arsenal. Ele tem uma identidade muito próxima ao clube, ele foi jogador. O Leonardo, que esteve no Paris Saint-Germain e no Milan, ex-jogador de muito sucesso dos dois. O Juninho no Lyon. São perfis parecidos por terem essa experiência de jogador e a identidade muito forte com os clubes, sendo elevados a um cargo de direção", completou, antes de afirmar que não fecha a porta para o futuro.
"O Thiago Scuro é um perfil parecido com o meu. Hoje no Monaco, não teve uma carreira de jogador, fez uma carreira brilhante no Red Bull no Brasil. É muito difícil ter uma oportunidade de um executivo de futebol fora do Brasil. Eu fico muito honrado e feliz do que eu deixei. Fui campeão da Libertadores no Grêmio, três anos no Santos com três presidentes diferentes, tive um ano no Sport que aprendi demais. Minha história no Brasil, eu deixei, pelo trabalho nos clubes, me credencia a voltar um dia. País que amo, tenho minha família, sempre vai ser uma opção de voltar."
Próximos jogos do Corinthians
Cianorte (F): 22/2, 20h (de Brasília) - Copa do Brasil
Ponte Preta (C): 25/2, 20h (de Brasília) - Campeonato Paulista
Santo André (C): 2/3, 16h (de Brasília) - Campeonato Paulista
