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Como Corinthians tomou decisão para Gustavo Henrique, e não Yuri Alberto, virar goleiro contra o Palmeiras?

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Gustavo Henrique relata experiência como goleiro em empate heroico do Corinthians: 'Desesperador' (1:59)

Zagueiro, que teve que jogar por alguns minutos no gol, falou após Palmeiras 2 x 2 Corinthians no Paulistão (1:59)

O Corinthians não tinha mais substituições no clássico contra o Palmeiras, na noite de domingo (18), quando Cássio, aos 45 minutos do segundo tempo, foi expulso. A equipe alvinegra, que perdia por 2 a 1, precisou, então, tomar uma decisão: qual jogador de linha seria o goleiro na reta final do duelo. A missão ficou com o zagueiro Gustavo Henrique.

O mais cotado, porém, era Yuri Alberto. Assim que Cássio foi expulso, o atacante foi atrás de luvas e se mostrou disposto a assumir a função. Foi o placar da partida que mudou a escolha.

"A gente conversou. Quando o Biro falou: 'Um de vocês tem que ir para o gol', o Yuri falou que ia. Só que eu disse: 'Yuri, a gente já está perdendo por 2 a 1, então a gente precisa fazer o gol. Deixa que eu vou e você fica lá na frente para tentar o empate'", explicou Gustavo Henrique, após o jogo válido pela nona rodada do Campeonato Paulista, na zona mista.

O Corinthians de fato conseguiu o empate, mas já sem Yuri Alberto, que se lesionou minutos depois em lance com Murilo, do Palmeiras, e deixou o campo de maca. Foi constatada uma fratura no oitavo arco costal, nos ossos da costela. O autor do gol, com quase dez minutos de acréscimos, foi Rodrigo Garro, de falta.

"Graças a Deus a gente conseguiu esse empate, em um jogo em que a gente saiu perdendo. Um jogo que é muito difícil por conta do adversário, que joga junto há muito tempo. A gente está no início de um trabalho", completou Gustavo Henrique.

Sentimento desesperador

Apesar do alívio e de chegar ao empate, Gustavo Henrique classificou o sentimento de ter de virar goleiro como 'desesperador'. Ele nunca havia passado por experiência semelhante.

"Nunca fui para o gol, nunca peguei. Estava desesperado. O gol é muito grande. Hoje eu entendo a vida dos goleiros, é muito difícil. Olhava para um lado, dava dois passos para lá e o outro lado estava enorme", disse.

Ele ainda conseguiu ajudar em um lance que poderia selar a vitória do Palmeiras. Aos 56 minutos do segundo tempo, após cobrança de falta na área, a bola sobrou para Murilo, que finalizou da entrada da pequena área. O então goleiro Gustavo Henrique desviou a bola, que passou por baixo dele e foi afastada em cima da linha por Ranielle.

"Consegui pelo menos amortecer a bola. O Ranille conseguiu me ajudar para tirar. Se eu não toco nela, vai para o gol. Um ajudou o outro", comemorou.

"Foi desesperador [virar goleiro no clássico]. Tem que exaltar muito o grupo. A gente não desistiu em nenhum momento. Foi muito diferente para mim, segundo jogo com essa camisa, um dérbi, a gente com resultado adverso, e eu tendo de ir para o gol. Foi um pouco desesperador, mas graças a Deus a gente conseguimos a vitória", finalizou.

Próximos jogos do Corinthians

Cianorte (F): 22/2, 20h (de Brasília) - Copa do Brasil

Ponte Preta (C): 25/2, 20h (de Brasília) - Campeonato Paulista

Santo André (C): 2/3, 16h (de Brasília) - Campeonato Paulista