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Corinthians 'zera' economia com salários de 'barca' que deixou clube com novos reforços

Elenco do Corinthians conversa com António Oliveira em treino Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Uma das missões da gestão de Augusto Melo era montar um elenco competitivo sem afetar o caixa do Corinthians. Não é à toa que uma das primeiras atitudes foi reformular o elenco e se desfazer de jogadores que não estavam nos planos para 2024, mas que custavam bastante à folha salarial.

No fim, 12 nomes deixaram o clube desde a virada do ano: o goleiro Ivan, os zagueiros Gil, Lucas Veríssimo e Bruno Méndez, o lateral Fábio Santos, os volantes Gabriel Moscardo e Cantillo, os meias Renato Augusto e Giuliano, e os atacantes Pedro, Rodrigo Varanda e Felipe Augusto. Tantas despedidas abriram espaço na folha salarial, mas a "folga" não existe mais.

As iminentes chegadas de Matheuzinho, ex-Flamengo, e Igor Coronado, ex-Al Ittihad, zeraram a economia feita pela gestão corintiana. Agora, com os dois futuros contratados e mais os sete que já haviam sido anunciados anteriormente (os zagueiros Gustavo Henrique e Félix Torres, os laterais Hugo e Diego Palácios, o volante Raniele, o meia Rodrigo Garro e o atacante Pedro Raul), a folha salarial do Timão está de novo completa.

Quem explica a situação é Rozallah Santoro, diretor financeiro do Corinthians, em entrevista exclusiva à ESPN.

"Com relação ao salário mensal, aqueles 12 jogadores que saíram na virada do ano abriram um espaço na folha que, com o Matheuzinho e o Igor Coronado, está totalmente preenchido", disse o homem-forte das finanças do Timão.

Como a comissão técnica de António Oliveira ainda deseja novas contratações, até porque a campanha no Campeonato Paulista está longe de ser confortável, o Corinthians terá que decidir como encaixar os futuros jogadores em sua folha salarial.

"Aí você fala: 'Poxa, mas eu preciso de reforços'. Precisa, mas você precisa lembrar também que a gente já tem a quarta maior folha de pagamento do futebol do Brasil. O problema não é não ter dinheiro, o problema é que eu preciso gastar bem esse dinheiro que eu tenho".

"E dado que, a princípio, eu já cheguei no meu limite orçamentário de salários, essa soma está na casa de R$ 20 milhões por mês. E esse é o orçamento para o futebol, que a gente espera respeitar até o final do ciclo desse ano", encerrou o dirigente.

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