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'Ninguém de verde, né?': Rubão resgata em CT do Corinthians 'regra' que causou polêmica em ano de rebaixamento

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Fabinho diz que Corinthians está 'por detalhes' de fechar com Matheuzinho: 'Ele quer muito' (2:05)

Novo Executivo de Futebol do Timão foi apresentado neste sábado (10) (2:05)

“Não tem hoje ninguém de verde aqui, né? Vocês podiam não vir de verde aqui na coletiva do Corinthians. Seria bem legal...” Foi assim que Rubens Gomes, o Rubão, iniciou a apresentação de Fabinho Soldado como executivo de futebol no CT do clube na manhã deste sábado (10).

Não é segredo que verde é uma cor “proibida” para torcedores do Corinthians, por remeter ao rival Palmeiras. Para o hoje diretor de futebol, porém, essa é uma máxima aplicada também para o trabalho, algo que já chegou a criar polêmica no passado, quando ele também teve cargo no clube.

Em 2007, ano do rebaixamento do Corinthians à Série B do Campeonato Brasileiro, Rubão assumiu como vice-presidente de futebol e foi contundente ao cobrar que funcionários não usassem verde no Parque São Jorge. O problema, segundo noticiou a “Folha de S. Paulo” na época, é que as cobranças nem sempre eram educadas, o que gerou desconforto com trabalhadores “desatentos” a esse detalhe.

"O novo vice-presidente de futebol do Corinthians, Rubens Gomes, adotou uma norma que criou polêmica entre os funcionários do clube. Não é algo oficial, mas Rubão, como é conhecido, não pode ver ninguém vestindo roupas verdes, cor do arquirrival Palmeiras, que logo se irrita e repreende a pessoa", escreveu o jornal, em julho de 2007.

“Alguns funcionários reclamaram da atitude de Rubão, que geralmente pede que não se use a cor de maneira pouco educada. Nenhum dos ‘alvos’ do vice de futebol, porém, fez queixa aos superiores sobre os métodos pouco convencionais dele”, seguia a reportagem.

“Eu, como corintiano, não tenho nenhuma camisa verde. E gostaria de que nenhum funcionário tivesse também", declarou Rubão à época, com certa irritação com o repórter da Folha.

"Você está procurando pêlo em ovo. Não posso proibir ninguém de ir trabalhar de verde, amarelo. Mas, se vier, vou fazer comentário de que não queria que viesse de verde", complementou.

A determinação na época valia para todos os funcionários que estavam sob o “guarda-chuva” de Rubão no departamento de futebol.

Já no CT, a “cobrança” a jornalistas nem sempre poderá ser atendida, já que há profissionais que trabalham com os uniformes de suas empresas, muitos deles, verdes.

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