<
>

'Era coisa de louco': ex-Corinthians, Mantuan conta bastidores da relação com Vítor Pereira e como técnico 'segurou bronca' durante pressão

O meia-atacante Gustavo Mantuan foi um dos ''miúdos'' que ganhou a confiança de Vítor Pereira no Corinthians. O jogador, hoje no Zenit, foi o convidado especial do Resenha, que vai ao ar nesta sexta-feira, às 22h, com transmissão pela ESPN no Star+.

Durante o programa, que contou também com a participação também de seu irmão Guilherme, Mantuan contou como era a relação um tanto quanto ''louca'' que teve com o treinador português no clube paulista, em 2022.

''Com o Vítor Pereira era uma coisa de louco, como eu costumo falar. Para mim, no modo positivo, porque como eram muitos jogos, não tinha muito tempo para treinar. Ele era um cara que escondia muito o time que ia jogar. A gente ficava sabendo na preleção'', afirmou.

''Eu estava lá sentado, eu e o Piton: 'Eaí, Piton, a gente vai jogar hoje será?' Ele: 'Acho que você vai jogar de lateral hoje'. 'Não, acho que ele não vai fazer isso não'. E aí ele me botou de lateral. E eu sempre encarava. A gente é profissional. Se o treinador acha que eu devo jogar naquela posição, eu vou lá para dar o meu melhor e ajudar a equipe. Era jogo que eu estava na lateral, jogo de ala… Cada vez uma fotinha diferente minha lá. E eu não falava nada'', completou.

Mantuan lembrou ainda de uma partida contra o Internacional, no Beira-Rio, em que teve que jogar em cinco posições diferentes a pedido de Vítor Pereira.

''Eu comecei esse jogo de ponta esquerda, tomamos o gol, ele me jogou na ala direita. Depois fui para ponta-direita, a gente fez o gol, eu voltei pra ala e terminei de meia, volante. Joguei em umas cinco posições nesse jogo'', disse.

Na época em que o meia foi emprestado ao Zenit na troca envolvendo Yuri Alberto, Vítor Pereira foi contra a negociação, mas acabou convencido pela diretoria. Em julho do ano passado, o jogador acabou vendido em definitivo ao clube russo. E, mesmo de longe, segue grato pelas oportunidades dadas pelo ''Mister'' no Timão.

''Eu consegui render bastante porque, mesmo eu não sabendo onde eu ia jogar, o Vitor me dava bastante confiança. Ele falava: 'Miúdo, faz o que você sabe, o que você faz no treino que aqui fora deixa que eu seguro a bronca'. Ele me dava toda a liberdade de mostrar o futebol. Não só pra mim, ele deu muita oportunidade para muitos jovens. Ele deu oportunidade e confiança. Eu tenho que agradecê-lo'', afirmou.