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Luan revela drama com perda de amigo e abre o jogo sobre 'sumiço' no Corinthians: 'Minha maior vontade é poder voltar a jogar'

Em reta final de contrato, Luan segue fora dos planos da comissão técnica do Corinthians.

O técnico Vanderlei Luxemburgo revelou no último domingo (02) que o meia-atacante teve seu retorno ao elenco ‘barrado’ por torcedores.

Sem conseguir repetir no Parque São Jorge o mesmo sucesso dos tempos de Grêmio e ausente das atividades com o elenco, o jogador revelou que atravessou um drama particular durante um momento importante em sua passagem pelo clube paulista.

“Até um tempo foi muito difícil. Cheguei no Corinthians, a gente foi para final do Paulista com um time recém-montado, vários chegando. Teve a pandemia. O time todo não estava bem. Começou a mexer um pouco com a minha cabeça de pensar: ‘Tô realizando meu sonho, estou onde eu queria estar desde moleque...preciso saber o que está acontecendo’”, disse Luan em entrevista ao podcast Denilson Show, nesta segunda-feira (03).

“Uma coisa que mexeu muito com a minha cabeça foi a perda do meu irmão, que era meu parceiro desde os quatro anos de idade. Foi em dezembro de 2020. Isso foi um choque. Desde os quatro anos a gente fazia tudo junto. Como ele estava envolvido em umas paradas, foi preso e tudo. Saiu e foi ver um jogo meu depois de oito anos. Me marcou muito”.

“Tive umas lesões que pouca gente sabe. Eu não conseguia andar. Não era só muscular. Foi bem complicado, de não conseguir treinar. Fui buscar ajuda [psicológica] para primeiro me recuperar como pessoa”.

“Em 2021, lembro que era o Tiago Nunes, aí veio o Mancini, não estava jogando, terminei 2020 sem jogar. No Paulista comecei a jogar com ele (Mancini), Sul-Americana, fiz gol, jogando bem. Aí ele caiu, veio o Sylvinho, comecei jogando, e no sexto, sétimo jogo, machuquei”.

“Não aguentava andar. Saí, fiz cinco infiltrações para poder jogar, mas não aguentava. Não adiantava. Voltava a treinar e o Fábio Santos cansava de me zoar do jeito que eu andava. Parava, voltava, treinava com dor e ficava nisso, isso ia me f******. Não queria ficar fora, tentava treinar e não conseguia, mas ia para os jogos. Fiquei dois, três meses treinando com dor e cheguei à conclusão que estava batendo cabeça. Voltei a jogar depois de um mês e pouco, mas só ficava no banco. Em 2022, jogava um jogo ou outro, mas já estava bem, era opção”, relatou Luan.

Questionado sobre ter encontrado um novo caminho no futebol, Luan abriu o coração.

“Com certeza. O real motivo foi por causa da minha mãe, de ver ela sofrendo com as paradas que eu fazia, que andava com uns moleques fazia coisa errada. Vendo meu irmão, um moleque que andava em casa, já envolvido com essas coisas. Eu falava pra ele: ‘vamos sair desse negócio, isso não dá futuro. Vamos tentar jogar bola, para de dar trabalho pra mãe. Direto indo polícia na porta de casa. Mó vergonha pra uma mãe’. Todo mundo falava que ele jogava melhor do que eu”.

Em dos momentos da entrevista, Luan afirmou que conversou com o treinador do Corinthians sobre ter a chance de voltar a treinar com o elenco alvinegro, ainda que sem a perspectiva de ter o desejo atendido na reta final de contrato.

E para o jogador, o maior desejo agora é voltar a estar em campo.

“A minha maior vontade é poder voltar a jogar. Voltar a ter essa felicidade de jogar bola. Uma hora isso vai mudar”.

Rei da América e campeão da CONMEBOL Libertadores pelo Grêmio, Luan foi contratado pelo Corinthians em dezembro de 2019, e recebeu a camisa 7 das mãos de Marcelinho Carioca na participação do clube na Flórida Cup (EUA) em janeiro de 2020.

Aos 30 anos, o meia-atacante tem 78 jogos pelo clube, com nove gols e cinco assistências.

Sem entrar em campo pelo time do Parque São Jorge desde fevereiro de 2022, Luan acabou emprestado ao Santos para o Brasileirão do ano passado, com um gol e uma assistência em oito jogos. Ele tem contrato com o Corinthians até dezembro de 2023.

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