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Marcelinho Carioca manda forte recado sobre 'responsabilidade' que jogadores do Corinthians devem chamar: 'Bom está cheio, diferente são poucos'

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Marcelinho Carioca fala sobre responsabilidade que jogadores do Corinthians devem chamar e dispara: 'Se não tem personalidade na vida, aceita tudo' (2:16)

Ex-meia também falou sobre a pressão que é jogar no alvinegro (2:16)

Ídolo do Corinthians, Marcelinho Carioca falou em entrevista ao ESPN.com.br


O Corinthians volta a campo nesta quarta-feira (17) em partida que vale a sobrevivência na Copa do Brasil. Diante do Atlético-GO, na Neo Química Arena, o Timão precisa reverter um resultado adverso de 2 a 0 construído pelo Dragão na primeira partida se quiser buscar mais um título do torneio nacional.

E, para o confronto eliminatório, quem entrar em campo terá que chamar, mais do que nunca, a responsabilidade que é vestir a camisa alvinegra, algo que Marcelinho Carioca, ídolo e campeão pelo clube paulista, já fez muito ao longo da carreira.

Em entrevista ao ESPN.com.br, o ex-meia afirmou que falta a alguns jogadores demonstrar essa responsabilidade e fazer da camisa do Corinthians a 'segunda pele'. O 'Pé de Anjo' ainda afirmou que falta assimilar a vontade de fazer história pelo Timão como o ponto de partida para ir além.

“O jogador que joga na grandeza do Corinthians, no peso que tem a camisa do Corinthians, se o cara não chamar a responsabilidade, se não entender que é a segunda pele, não vai conseguir desenvolver, andar, ir no teatro, no cinema, no restaurante. Tem que colocar na cabeça dele que tem que fazer história, que tem que cravar o nome na história da instituição. Bom está cheio, diferente são poucos. Eu cheguei em São Paulo dessa forma. Escolhi ser profissional do futebol assim. Mas vai de cada um. O bagulho é embaçado. Não é jogar mais ou menos, é dividir de cabeça, é muito além”, começou por afirmar.

“Acho que o grupo tem esse pensamento, mas tem que demonstrar mesmo para a torcida. Foi enfrentar o Flamengo com 80 mil e conseguiu bater de frente. Por que não fez isso na Arena? Enfrentar de igual. Falar para o treinador: ‘Não coloca na retranca, vamos para frente’. Os jogadores têm que ter voz ativa, conversar entre eles. Se aceitar tudo, começa a ser coadjuvante. Se não tem personalidade na vida, ele aceita tudo”, completou.

Como mais um torcedor dentro de campo na época de jogador, Marcelinho Carioca destacou a representatividade que cada atleta deve ter em campo para demonstrar ao torcedor que lota a arquibancada. Para o craque, o perfil do jogador do Corinthians é ter raça o jogo inteiro.

“A representatividade do atleta vai da personalidade de cada um. Têm uns que gostam de se expor, de vestir isso, mas têm outros que são mais comedidos e você tem que respeitar. Vai da diretoria escolher o atleta que tem esse perfil. Vou na parte mais técnica? Não? Então vou no cara que tem técnica um pouco inferior, mas é um cara aguerrido, que é tiro, porrada e bomba, não estou incitando a violência, é um cara que divide de cabeça, que vai pular do prédio sem paraquedas. É desse jeito que é o perfil do cara que vai jogar no Corinthians. O cara que é ‘não me toque, não vai’, é rolo compressor. O torcedor vê isso e fala: esse time me representa. Foi dessa forma que vi grupos vencedores e fui vencedor em grupos assim”, finalizou.