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Baggio desabafa e diz como pênalti perdido contra o Brasil impactou sua carreira: 'Acusei o golpe'

Baggio lamenta após perder pênalti na final da Copa do Mundo de 1994 Mark Leech/Offside/Getty Images

Em entrevista ao jornal Gazzetta dello Sport, o ex-meia Roberto Baggio, um dos maiores jogadores da história do futebol italiano, relembrou o pênalti perdido na final da Copa do Mundo de 1994, contra o Brasil.

Principal nome da Azzurra na ocasião, o camisa 10 foi o responsável pela 5ª cobrança dos europeus. Ela tinha a obrigação de converter, já que Baresi e Massaro haviam perdido suas batidas.

O craque, porém, jogou a bola nas arquibancadas do estádio Rose Bowl, encerrando a disputa e dando o Tetra à seleção brasileira - Bebeto nem teve que chutar o 5º pênalti canarinho.

Quase 30 anos depois do fato, Baggio admitiu que nunca conseguiu "fazer as pazes" com o maior erro de sua carreira.

"Paz é uma palavra forte... Esse tipo de coisa a gente não esquece", afirmou.

"Vencer uma Copa era um sonho que eu tinha desde criança, e, nos Estados Unidos, as coisas acabaram da única maneira que eu não pensava que acabariam. Você não sabe o quanto eu sonhei em disputar aquela final, fazer um gol e vencer para dar alegria à Itália. Mas, às vezes, os desejos do destino vão na direção contrária...", lamentou.

O ex-atleta, que ainda jogou mais 10 anos depois daquele Mundial e se aposentou em 2004, pelo Brescia, também revelou que sofreu por muito tempo com o pênalti perdido.

Perguntado se teve algum tipo de "crescimento pessoal" com o erro, Baggio admitiu que "acusou o golpe" nas semanas e meses seguintes à Copa, até o momento em que teve que tomar uma decisão sobre seu futuro.

"Talvez hoje eu possa dizer que sim... Hoje. Mas naquele dia, no dia seguinte e nos meses seguintes, se você tivesse me dito que eu iria aprender algo com aquela partida, eu te responderia com um solene 'vá tomar no c***'", brincou.

"Creio que, naquele momento, eu acusei o golpe, mas também tomei uma decisão sobre meu futuro: poderia ficar chorando pelo resto da vida ou poderia levantar a cabeça para tentar dar a volta por cima. Essa escolha acabou determinando meu futuro. Então, nesse sentido, foi, sim, um momento de crescimento", complementou.