Deschamps terá reunião em 2023 para decidir seu futuro na seleção da França após vice da Copa do Mundo
Didier Deschamps preferiu não cravar qual será seu futuro no comando da seleção da França, horas depois de perder o título da Copa do Mundo para a Argentina. O treinador concedeu entrevista coletiva neste domingo (18) após a derrota nos pênaltis com empate em 3 a 3 na prorrogação e tempo normal.
Segundo ele, uma reunião com o presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noel Le Graet, apenas em 2023, decidirá se ele segue ou não.
"Você (jornalista) não é o primeiro a me perguntar sobre isso. Mas mesmo que tivéssemos vencido hoje, não poderia responder isso nesta noite", despistou Deschamps.
"Estou orgulhoso por todos do grupo, mas como você sabe terei uma reunião com o presidente da federação e vocês vão saber", complementou ele.
Deschamps está no comando da França desde 2012 e é o maior vencedor da história da seleção, com mais que o dobro de triunfos do que qualquer outro treinador.
O técnico também foi questionado sobre a atuação do árbitro polonês Szymon Marciniak, que marcou dois pênaltis para a França e um para a Argentina, com o qual Lionel Messi abriu o placar ainda no primeiro tempo. Deschamps não se mostrou completamente satisfeito.
"Preferia não ter que responder essa pergunta, porque tenho que ser cuidadoso com o que vou dizer. (A arbitragem) Poderia ser pior, mas ele poderia ser melhor também", cutucou.
"Ele teve algumas decisões discutíveis, mas acontece todo jogo. Disse antes do jogo que a Argentina teve um pouco de sorte, não foram ajudados de forma nenhuma, mas uma pitada de sorte", seguiu, em referências ao pênaltis marcados a favor da Argentina. “Não quero tirar nada deles, porque não foram erros que determinaram isso. Não quero entrar nos detalhes do árbitro..”
