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Técnico dos EUA revela que quase mandou estrela embora do Qatar por atitude 'chinelinho': 'Estava a ponto de comprar o bilhete do avião'

Jogadores dos Estados Unidos cantam o hino antes de jogo contra a Holanda John Todd/ISI Photos/Getty Images

Técnico dos EUA, Gregg Berhalter ficou muito irritado com comportamento de Reyna durante a disputa da Copa do Mundo 2022


Segundo apurou a ESPN, o jovem meio-campista Giovanni Reyna foi quase retirado da delegação dos Estados Unidos e mandado embora da Copa do Mundo do Qatar por falta de esforço nos treinos, bem como em um jogo de preparação contra o Al-Gharafa antes do início do Mundial.

Reyna, que tem 20 anos e defende o Borussia Dortmund, não foi titular em nenhuma partida dos EUA no Qatar, mas jogou todo o 2º tempo na despedida da equipe no torneio - a derrota por 3 a 1 para a Holanda, nas oitavas de final.

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a jovem estrela do time reconheceu sua atitude "chinelinho" e se desculpou com os colegas do elenco posteriormente.

O episódio foi revelado depois que o técnico dos Estados Unidos, Gregg Berhalter, concedeu uma palestra em Nova York, na semana passada. Seus comentários foram publicados em uma newsletter, com o treinador afirmando que sua equipe "tinha um jogador que claramente não estava atentendo às expectativas em campo".

"Era um de 26 jogadores, então estava claro para todos. Nossa comissão técnica deliberou por horas sobre o que fazer com esse jogador. Estávamos a ponto de comprar o bilhete de avião. Isso mostra o quão extrema foi a situação", contou Berhalter, revelando também a resposta de Reyna à bronca que tomou.

"Quando a situação chegou ao pior momneto, tivemos uma conversa com ele, e parte da conversa foi ver como ele passaria a se comportar dali em diante. Dissemos que não poderia acontecer mais nenhum tipo de infração. Mas a outra coisa que dissemos a ele foi: 'Você vai ter que se desculpar com o grupo, e vai ter que dizer por que está se desculpando. Vai ter que ser algo bem maior do que 'rapaziada, foi mal'. E eu avisei ao elenco também: 'Ele tem que se desculpar a vocês como grupo e como equipe'", ressaltou.

"E o que foi mais fantástico nesse episódio é que, depois que o atleta se desculpou, os jogadores se levantaram, um por um, e disseram a ele: 'Realmente você não tem se esforçado o bastante, não tem estado à altura de nossas expectativas como colega de time e queremos ver mudança'. De aí em diante, não houve mais nenhum problema com o jogador", complementou o manager.

A notícia foi publicada primeiramente pelo site MLSSoccer.com, com o The Athletic sendo o primeiro a reportar que Reyna quase foi mandado embora do Qatar pela comissão técnica.

Procurado pela ESPN, Gregg Berhalter se posicionou por meio de comunicado.

"Não é importante dizer quem foi o jogador em questão. A coisa mais importante é que nosso grupo de trabalho tem expectativas muito altas e os jogadores estão preparados para serem comunicados se não estiverem atendendo às expectativas. E, às vezes, esse tipo de conversa leva à mudança positiva e à evolução", afirmou.

O treinador norte-americano ainda salientou que o que havia dito na palestra em Nova York foi "off the record" - ou seja, as informações não deveriam ter vazado.

Durante a Copa, Reyna não entrou em campo contra País de Gales e Irã e entrou por apenas sete minutos contra a Inglaterra durante a fase de grupos.

Depois, jogou só o o 2º tempo da derrota para a Holanda, que marcou a despedida dos EUA do Mundial.