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Quem é Gabriel Batistuta, o artilheiro da Argentina que Messi persegue na Copa

Gabriel Batistuta comemora o gol da vitória da Argentina contra o Japão em 1998, na Copa do Mundo da França. Getty Images

Gabriel Batistuta é o jogador argentino com mais gols em Copas do Mundo, mas Lionel Messi pode assumir o posto ainda no Qatar


Lionel Messi é um colecionador de recordes. Maior artilheiro da história da Argentina, o camisa 10 porém ainda não é o dono de uma marca goleadora da Albiceleste: o posto de principal goleador do país na Copa do Mundo.

Quando entrar em campo contra a Holanda, pelas quartas de final do Mundial do Qatar, na próxima sexta-feira (9), às 12h (de Brasília), Leo, que tem nove gols em Copas, continuará perseguindo um outro ídolo argentino: Gabriel Batistuta.

Com 10 gols em três Mundiais disputados, Batigol é um dos poucos jogadores na história que vestiram as camisas de Boca Juniors e River Plate na carreira. Revelado pelo Newell's Old Boys, o atacante ajudou a equipe a chegar na final da Conmebol Libertadores de 1988, com menos de seis meses de carreira. O Newell's, porém, acabou ficando com o vice-campeonato, perdendo para o Nacional, do Uruguai.

As boas apresentações de Batistuta, porém, o levaram para o Monumental de Núñez. Com a camisa do River Plate, porém, o atacante teve poucas oportunidades com o técnico Daniel Passarella e, após uma única temporada, trocou os Millionários pelo arquirrival Boca Juniors.

Com a camisa xeneize, Batistuta começou a se mostrar para o mundo. A temporada 1990/1991 foi a primeira do futebol argentino com o sistema de Apertura e Clausura, que divide o Campeonato Argentino em dois "turnos".

Batistuta desembarcou na Bombonera para a disputa do Clausura e ajudou um time que havia ficado apenas em 8º no Apertura a terminar o Clausura invicto com 13 vitórias e seis empates. Suas atuações o renderam a primeira convocação para a seleção argentina, na disputa da Copa América de 1991.

Nela, foi artilheiro do torneio e levantou seu primeiro troféu com a Albiceleste. Foi, então, que Batigol rumou à Europa. Contratado pela Fiorentina, o atacante teve dificuldades no começo e anotou "apenas" 13 gols em sua primeira temporada no defensivo futebol italiano.

Na segunda temporada, foram 16 gols em 27 jogos, mas a Viola acabou rebaixada para a segunda divisão. Como teve uma boa performance individual, Batistuta seguiu sendo convocado para a Albiceleste e se transformou em herói nacional.

Com uma campanha pífia nas Eliminatórias da Conmebol, a Argentina teve que disputar a repescagem contra a Austrália e precisou do reforço de Diego Maradona para chegar na Copa de 1994. Depois de um empate em Sidney, Batistuta marcou o único gol da vitória por 1 a 0 que carimbou o bilhete argentino aos Estados Unidos.

Em 1994, Batigol fez sua estreia em Mundiais. Logo na primeira partida, um hat-trick contra a Grécia. O atacante, porém, passaria em branco contra Nigéria e Bulgária. Nas oitavas de final, balançou as redes da Romênia, mas a derrota por 3 a 2 eliminou os hermanos.

Mesmo após o rebaixamento para a Série B, Batistuta seguiu na Fiorentina até 2000. No clube italiano, foram 206 gols em 328 jogos. Em 1997 e 1998, esteve no "onze ideal" da Fifa. Até hoje, é o maior artilheiro da Fiorentina na Serie A italiana.

Se tudo ia de vento em popa na Itália, o mesmo não podia se dizer para o atacante na Argentina. Daniel Passarella, desafeto de Batistuta no River, assumiu o comando da Albiceleste e Batigol chegou a ficar um ano afastado das convocações. A justificativa do treinador era que "o cabelo de Batistuta era inadequado para a seleção".

Para disputar a Copa de 98, na França, Batistuta aceitou cortar as madeixas e foi convocado. Na primeira fase, foram quatro gols, um contra o Japão e três contra a Jamaica. Nas oitavas de final, marcou mais um diante da Inglaterra. Nas quartas, foi tirado por Passarella quando o jogo ainda estava empatado e viu do banco a Holanda marcar o gol da vitória.

Em 2002, já na Roma e em declínio na carreira por conta de diversas lesões no joelho, foi convocado para o Mundial da Coreia e do Japão. Na estreia contra a Nigéria, fez o gol solitário da vitória argentina, o seu 10º em Copas. Passou em branco contra Inglaterra e Suécia e viu a Argentina, uma das principais favoritas daquele ano, cair na fase de grupos.