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'Pressão é pensar no que comer no dia seguinte', diz técnico de Gana sobre 'decisão' contra a Coreia do Sul na Copa

Otto Addo, treinador de Gana, durante partida da Copa do Mundo Marvin Ibo Guengoer - GES Sportfoto/Getty Images

Treinador de Gana, Otto Addo minimizou pressão sobre seus jogadores para vencer a Coreia do Sul após derrota para Portugal na estreia


Treinador da seleção de Gana, Otto Addo disse em coletiva de imprensa neste domingo (27) que 'é um privilégio' estar em uma Copa do Mundo e que, para ele, a verdadeira pressão não está no futebol, mas em situações cotidianas da vida real, como pensar no que comer todos os dias.

Depois de perder sua primeira partida por 3 a 2 contra Portugal, Addo encara o desafio de se manter vivo no Mundial do Qatar após o próximo duelo.

Os africanos terão pela frente a Coreia do Sul na próxima rodada.

Questionado sobre a pressão que os jovens de sua seleção podem sentir antes do segundo confronto, o treinador fez uma reflexão sobre a real importância do futebol.

“Não é sobre jogadores mais ou menos jovens. É sobre jogadores melhores ou menos bons. Todos querem jogar, fazer um bom jogo e mostrar suas responsabilidades. Sei que há muitas críticas porque cometemos erros. Temos que focar em consertar os aspectos negativos e que os jogadores façam um bom jogo”, declarou.

“Na minha opinião, não há pressão. É um privilégio estar sentado aqui, ser o técnico de Gana. Isso não é pressão. Pressão é pensar no que comer no dia seguinte. É uma pressão diferente. Mostramos que podemos competir de igual para igual, mas que temos jogadores sem tanta experiência. Esperamos fazer um bom jogo”, acrescentou.

“Quando fazemos algo que funciona, somos gênios. É o mesmo contexto sobre a imprensa. Alguns meios de comunicação não conhecem o trabalho. É necessário fazermos as pessoas entenderem o que é jogar futebol. O trabalho da mídia é fazer as perguntas”.

“Se perdermos, obviamente, recebemos muitas críticas. E se ganharmos somos os melhores. Às vezes podemos jogar bem e perder. Às vezes a gente joga mal e ganha. Na mídia vendem principalmente notícias negativas”.

Além disso, referiu-se às suas declarações após o embate com Portugal em que reclamou do pênalti anotado contra Gana. Segundo Addo, 'a penalidade não aconteceu e todos viram'.

“Por quê? Por que é Cristiano Ronaldo ou algo assim? Não sei por que não houve VAR, não há explicação”, acrescentou.

Ainda a esse respeito, o técnico de Gana afirmou que a Fifa não impôs uma punição e pediu desculpas por naquele momento, após a derrota, ter 'emoções à flor da pele'. Da mesma forma, lançou uma queixa ao órgão presidido por Gianni Infantino e colocou na mesa o que para ele é uma injustiça: que África só tenha cinco representantes num Mundial.

“Na África são 55 países e merecemos mais vagas. Cinco vagas... se tivéssemos 12 vagas como a Europa, a probabilidade de irmos além seria maior. Na minha opinião, é injusto”.

Otto Addo também indicou que em seu grupo, formado também por Portugal, Coreia do Sul e Uruguai, 'tudo pode acontecer', e deixou claro que Gana tem que pensar primeiro em sua seleção.

“Há muitas coisas a melhorar. Para nós, o mais importante não é quem vai ser a nossa estrela. O mais importante é passar à próxima fase. Essa não é a nossa prioridade. A nossa prioridade é passar o grupo, acabou o que aconteceu no nosso jogo contra Portugal, as nossas atenções estão voltadas para a Coreia do Sul”.