<
>

Professor de Roni conta infância do atleta do Corinthians, prevê final da Copa do Brasil e brinca: 'Em campo, infelizmente você não é El tranquilo'

Professor que recebeu camiseta de presente de Roni na Copa do Brasil fala sobre infância do atleta


Na noite de quinta-feira (15), o Corinthians venceu o Fluminense por 3 a 0 e se classificou para a final da Copa do Brasil. Dentre os vários momentos marcantes do jogo, o meio-campista Roni, da base alvinegra, se destacou ao entregar sua camiseta para seu ex-professor Rafael.

Rafael conheceu Roni ainda no colégio, quando o atleta tinha em torno de 10 anos. Foi professor de educação física e um dos primeiros técnicos do volante alvinegro. “Eu cornetava bastante, como maneira de brincadeira, e enchia o saco de todos. Falava que eles não iam virar, que era melhor eles procurarem outra profissão, é dessa brincadeira que eles gostavam”, relembra.

O professor também revela que ainda mantém contato com seu ex-aluno, e brinca: “O Roni é muito gente boa. Ele é resenha. Até hoje eu encho o saco dele, e corneto ele quando ele não joga bem, só que aí ele não me responde, ele ignora. Quando ele vai bem, ele responde”.

“Se você colocar ele com 10, e ele hoje em dia, é a mesma pessoa. Lógico que com mais maturidade, mas tanto profissionalmente, ele desde pequeno tinha essa raça que ele tem, a vontade que ele tem”, continua o professor, “o foco dele fez com que ele chegasse aonde ele chegou. Desde pequenininho na base do Corinthians, sempre titular, sempre jogando, seleção. E o conselho era esse, segue isso que você faz, o seu objetivo”, conclui.

“Única coisa que eu ensinei que ele não aprendeu foi a dar rolinho”, brinca.

Roni, que já sofreu algumas críticas da torcida do Corinthians, começou a cair nas graças do torcedor após performance decisiva contra o Boca Juniors em La Bombonera, além de melhoras perceptíveis em seu jogo, como nas bolas longas. O novo sucesso do atleta gerou o apelido El tranquilo, que já foi assumido oficialmente pelo volante em seu Instagram

Reiterando a tranquilidade do seu ex-aluno, Rafael brinca com o apelido: “El tranquilo eu acredito que na hora de decidir, como eu falei, eu estou tranquilo da decisão, e eu acredito que ele está tranquilo no sentido de jogar” explica o professor, que completa “agora, em campo, Roni, infelizmente você não é El tranquilo. Desde a escola você dava carrinho no professor, e ele dá carrinho no campo”, conclui. Quanto à grande final, contra o Flamengo, que será a primeira de nível nacional da carreira profissional de Roni, Rafael analisa: “Eu estou tranquilo, porque eu não jogo. Eu só vou cornetar se ele não for bem, se o Corinthians não for bem”, brinca, “acredito que ele não esteja nervoso, porque ele é sossegado”, conclui.

“Acho que ele tem muito para evoluir, como jogador, como todos temos, a gente evolui a cada dia. E como eu falei, por ele ser tão focado, ele está aprendendo e está melhorando. E jogando do lado de craques como Renato Augusto e Yuri Alberto fica mais fácil”, analisa.

Cheio de orgulho, Rafael ainda vê o menino que treinou há tantos anos no atleta que hoje defende o Corinthians. Confiante na performance do ex-aluno na final, o professor promete tentar ir ao estádio também na grande decisão. Para seu ex-pupilo, o professor finaliza com uma mensagem de apoio: “O sentimento é de alegria, de saber que ele chegou onde ele queria, como jogador, que era o sonho dele desde os 10 anos, quando eu o conheci, e acredito que desde antes, desde pequenininho. Não tem alegria maior”, celebra Rafael.