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'Não pago bicho para time pequeno': como Bangu x Vasco teve rivalidade acirrada por Castor de Andrade x Eurico

Castor de Andrade (à dir.) e Eurico Mirando protagonizaram uma rivalidade à parte no futebol Carioca entre Bangu e Vasco Reprodução/X/ @Banguoficial / Alexandre Loureiro/Getty Images

Neste domingo (28), no Mané Garrincha, Bangu e Vasco se enfrentam pela 4ª rodada do Campeonato Carioca, a partir das 16h (de Brasília). O duelo também faz lembrar de uma rivalidade que agitou o futebol carioca, sobretudo nos anos 80. E ela envolveu dois dos cartolas mais conhecidos do Rio de Janeiro: Castor de Andrade e Eurico Miranda.

Castor, talvez o mais conhecido dos bicheiros da Cidade Maravilhosa, atuava como uma espécie da "padrinho" do Alvirrubro e fez grandes investimentos para fortalecer o clube do subúrbio, que conseguiu resultados expressivos. Além do vice-campeonato estadual em 1985, o Bangu foi o segundo colocado do Campeonato Brasileiro no mesmo ano.

Eurico, por sua vez, iniciou a sua trajetória no Vasco no final dos anos 60, como Diretor de Cadastro, e aos poucos foi fazendo crescer a sua influência nos bastidores de São Januário e também na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, exatamente no fim da década de 80, quando "bateu de frente" com Castor de Andrade.

Ao longo da história da rivalidade, foram inúmeras as discussões entre os dois cartolas, sobretudo em reuniões na Federação. Assim como momentos que ficaram marcados por declarações icônicas de ambos.

Em 1987, ano em que o Cruzmaltino venceu o seu 16° título estadual, o clube de São Januário enfrentou o Bangu quatro vezes, sendo a última no triangular final (que também tinha o Flamengo), e à época definia o campeão.

O Vasco venceu três destes jogos, sendo o último deles de goleada por 4 a 0, e em meio à disputa, Eurico cutucou o Bangu com uma frase, que despertou a "ira" de Castor: que não pagaria o famoso "bicho" caso derrotasse o rival, já que o Alvirrubro seria um clube "pequeno".

E a resposta veio em alto e bom som. "Ele falou uma coisa verdadeira. O Vasco não tem o hábito de dar bicho para a sua equipe quando joga contra o Bangu. Só perde", disse, à época, em declarações à TV Globo.

"Lógico (vai dar Bangu). E o Vasco vai continuar sem pagar bicho. (Vou deixar) mais rico. Não vai pagar bicho, vai enriquecer", concluiu.

Enquanto Castor, que morreu em 1997, vivia já a reta final como cartola, Eurico ainda estava em ascensão e, nos anos seguintes, foi subindo mais e mais degraus, até se tornar de fato presidente do Vasco. Os dois, sem dúvidas, ajudaram a acirrar a rivalidade do futebol do Rio de Janeiro em um período repleto de outras figuras conhecidas.

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