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Presidente de honra do Bayern detona Thomas Müller: 'Falava mais do que jogava'

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No dia em que o Bayern de Munique decide uma vaga na final da Uefa Champions League contra o PSG, o presidente de honra do clube alemão, Uli Hoeness, surpreendeu ao dar uma entrevista fortíssima detonando o meia-atacante Thomas Müller, um dos maiores ídolos da história do clube.

O dirigente foi extremamente crítico com o multicampeão e afirmou que, em sua reta final na Allianz Arena, Müller virou um "porta-voz da imprensa" e "mais falava do que jogava" futebol.

Thomas deixou o Bayern, clube que defendeu desde a infância, no final da última temporada para jogar no Vancouver Whitecaps, da MLS.

"A verdade é que, no final (de sua passagem pelo Bayern), o Thomas mais falava do que jogava futebol. Ele era apenas um porta-voz da imprensa", disparou, ao DAZN.

"Eu não tenho qualquer problema pessoal com ele, mas ele era muito bom em se vender (para a imprensa), mesmo ficando no nosso banco de reservas", completou.

Hoeness não parou por aí e seguiu com as alfinetadas contra o ex-atleta, fazendo uma comparação com Michael Olise, atual destaque do clube.

De acordo com o presidente de honra, o francês se destaca por sua postura não só em campo como fora das quatro linhas, justamente por ser muito discreto e não gerar crises.

"O Michael é um cara bem introvertido. Ele foca apenas em fazer seu trabalho e tem pouca vontade de ficar constantemente se expressando na internet ou nas redes sociais", opinou.

Por fim, o cartola salientou que sua vontade era que Müller tivesse feito especializações para se aposentar com a camisa do Bayern e, em seguida, trabalhar como dirigente do clube.

No entanto, Hoeness afirmou que "entende" a decisão do meia-atacante em seguir jogando em um mercado de menor competitividade.

"Durante o tempo dele conosco, ele poderia ter ampliado sua educação, pois os times de futebol hoje não são mais 'lojinhas', são corporações da indústria do entretenimento. Ele poderia, por exemplo, ter tirado um tempo sabático conosco e passado seis semanas na NBA, seis semanas na MLS, seis semanas na NFL, ou até mesmo em clubes como o Manchester United, que são muito bem posicionados na questão do marketing. Quando ele tivesse aprendido bastante, poderíamos ter trabalhado com ele para achar uma boa posição na diretoria do clube", apontou.

"Se alguém me dissesse hoje que tem uma fonte da juventude em algum lugar e eu pudesse voltar a jogar por uns dois anos, eu voltaria aos treinamentos em 10 minutos (risos). A verdade é que a profissão de futebolista é simplesmente incomparável", finalizou.