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Renato explica rodízio no Vasco e 'cutuca' São Paulo por lesão de Marcos Antônio: 'Estourou com 30 minutos'

Em entrevista após a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, neste sábado (18), pelo Brasileirão, o técnico do Vasco, Renato Gaúcho, explicou o rodízio que vem fazendo entre os jogos da Série A e da CONMEBOL Sul-Americana.

O treinador assegurou que não "abandonou" o torneio internacional e seguirá "ligado" na competição, mas destacou a "prioridade" no Brasileiro e ressaltou que, se não rodar os jogadores, certamente terá lesões graves.

Para exemplificar seu planejamento, Renato deu até uma "cutucada" no Tricolor paulista, que, recentemente, perdeu o volante Marcos Antônio com uma lesão muscular sofrida justamente em um jogo de Copa Sul-Americana, contra o O'Higgins, ainda no primeiro tempo.

"A gente não deixa a Sul-Americana, está ligado em tudo. O Marcos Antônio, do São Paulo, jogou contra o Vitória. Jogador dinâmico, bom jogador, se movimenta bastante e ia dar trabalho hoje... Não tenho nada a ver com ele, mas só vou dar um exemplo: jogou contra o Vitória, (jogou) de novo na Sul-Americana e estourou (o músculo) com 30 minutos", disparou.

"Estiramento no jogador, que, muito por baixo, dá 15 dias (de ausência). Vai ficar três ou quatro semanas fora, dependendo do grau. Eu também quero ganhar sempre, quando perde eu sofro como o torcedor. Mas quero que eles entendam que a gente sabe o que está fazendo aqui dentro", argumentou.

"Eu não pego o controle do clube e tomo as decisões sozinho. Sempre converso com três ou quatro pessoas que preciso trocar ideia. Essas pessoas me fortalecem nas minhas decisões. Nunca fui general, sempre fui de diálogo", citou.

"O que é mais importante para o Vasco? Será que o torcedor quer sofrer como ano passado? Estamos dando prioridade para o Brasileiro", complementou.

Sobre o fim da má fase e da série de cinco partidas seguidas sem vencer, Portaluppi relembrou seu bom aproveitamento geral e disse que o Vasco está "pagando o preço" do início ruim no Brasileiro.

"Sempre é bom ganhar, principalmente se tratado de Campeonato Brasileiro. Desde que cheguei, disputei 24 pontos, nós ganhamos 15. Se você continua com essa margem, vai brigar pela Libertadores", bradou.

"Infelizmente, o Vasco começou mal o campeonato e está pagando um pouco daquela conta do início, de 12 pontos ganhar um. Mas não adianta ficar chorando o leite derramado. É trabalhar sempre procurando as vitórias", continuou.

"Hoje o time correu bem e se apresentou bem porque estava descansado. Quem muito quer, nada tem. Até porque na Sul-Americana nós perdemos com seis jogadores que antes da minha chegada eram titulares. Então não tem essa de time A e time B. O jogador que está no grupo do Vasco precisa ter condições de jogar. Hoje foi mais uma prova disso", salientou.

"O que falei na terça para o torcedor eu repito: não adianta botar sempre os mesmos em campo, eles não vão aguentar e vão estourar. O torcedor está de parabéns pelo que fez hoje, incentivou do começo ao fim. Falei com o Pedrinho, que a vitória foi dele também. Conversou bastante no CT esta semana, é um presidente atuante, que está sempre com a gente. Vasco tem que brigar lá em cima, se distanciar lá de baixo. E isso acontece buscando as vitórias como fomos hoje", exaltou.

"Os três últimos empates fora de casa nós merecíamos ter ganho: do Cruzeiro, do Remo e do Coritiba. Infelizmente pecamos pelos nossos próprios erros. Sempre bom vencer porque dá confiança ao grupo", finalizou.

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