Quando a temporada começou, Alerrandro não imaginava que 2024 terminaria de forma tão mágica. Contratado pelo Vitória por empréstimo de um ano junto ao Red Bull Bragantino, o atacante superou a meta de gols que tinha, se destacou no Brasileirão e terminou a competição como artilheiro, ao lado de Yuri Alberto, do Corinthians, com 15 gols.
A trajetória até o momento de glória, porém, teve um momento complicado: quando perdeu espaço no time e foi parar no banco de reservas. Uma conversa com o técnico Thiago Carpini ajudou a dar a volta por cima e encontrar o caminho das redes.
"Minha meta era bater o máximo de gols que já fiz [em uma temporada], que eram 13. Queria chegar a 15. Trabalhei para isso. Quando cheguei a 15, aumentei a meta para chegar o mais longe possível. Fico muito feliz de ter conseguido chegar a 21 na temporada, 15 só no Brasileirão. Para mim é muito gratificante", disse o atleta, à ESPN, no Prêmio ESPN Bola de Prata Aposta Ganha, em que, além do troféu de artilheiro, recebeu o de gol mais bonito.
"Eu estava trabalhando muito [antes de perder espaço]. O professor Thiago Carpini conversou comigo, falou para não abaixar a cabeça. Fiquei dois jogos no banco e nos dois jogos eu entrei e dei assistência. Isso foi fundamental para voltar ao time titular", relembrou.
Agora, o atacante mira a próxima temporada. Com o contrato de empréstimo ao Vitória chegando ao fim, ele ainda não sabe qual será o destino. A primeira vontade é descansar para, depois, analisar as propostas.
"O objetivo para a próxima temporada é o melhor possível. O primeiro é bater a marca de gols no ano, que se eu passar vou ficar muito feliz, além de conquistar títulos individuais e coletivos", projetou.
Alerrandro foi revelado pelo Atlético-MG e foi bem no primeiro semestre de 2019, virando titular. Não manteve o ritmo, teve menos chances e foi vendido ao Red Bull Bragantino. Foram quatro temporadas na equipe paulista antes de chegar ao Vitória.
O desempenho neste ano eleva o moral e dá confiança. Só que, mesmo com a artilharia do Brasileirão, ele mantém os pés no chão. Perguntado sobre uma possível chance na seleção brasileira em algum momento, prega cautela, mas admite o desejo.
"O sonho de qualquer jogador do Brasil é chegar à seleção brasileira. Claro que não é impossível, mas a gente sabe que é muito difícil. Acho que, se eu mantiver o que venho fazendo, vou ter, sim, uma oportunidade", afirmou.
