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Chute na bandeirinha: o que diz a regra sobre comemoração que causou polêmica em gols de São Paulo, Palmeiras e Atlético-MG?

Entre as várias polêmicas que têm tomado conta da arbitragem brasileira e sul-americana, destacam-se as comemorações de gols.

Explico: há duas semanas, ao celebrrar seu gol na Neo-Química Arena, o atacante Luciano, do São Paulo, chutou a bandeirinha de escanteio, provocou a torcida e bateu boca com o técnico do Corinthians, Vanderlei Luxemburgo. Terminou advertido com cartão amarelo.

Já na semana passada, no jogo válido pela CONMEBOL Libertadores, o meia Raphael Veiga, do Palmeiras, também chutou a bandeira no Mineirão ao fazer um gol sobre o Atlético-MG. No entanto, o atleta alviverde não foi advertido pelo árbitro argentino Facundo Tello.

Por fim, no último domingo (6), o atacante Pavón, do Atlético-MG, repetiu o gesto dos colegas e chutou a bandeirinha no Morumbi para comemorar o gol contra o São Paulo, sendo advertido com amarelo pelo juiz.

A regra nº 1, que trata do campo de jogo, diz o seguinte: "Um poste de bandeira de, no mínimo, 1,5 m de altura, com extremidade superior não pontiaguda e uma bandeira deve ser posicionado nos vértices entre as linhas de fundo e as linhas laterais".

Já na regra 12 (faltas e condutas incorretas), no item "Comemoração de gols", há o seguinte texto sobre o que é passível de advertência:

  • A – Subir no alambrado/ ou se aproximar dos espectadores de uma forma que cause riscos à integridade física ou à segurança;

  • B – Agir de forma provocativa, debochada ou inflamatória;

  • C – Cobrir a cabeça ou o rosto com uma máscara ou item similar.

  • D – Tirar a camisa ou usá-la para cobrir a cabeça.

Essa comemoração do chute na bandeirinha de escanteio não é novidade, já se fazia até quando eu apitava. Porém, a partir de 2016, foi permitido pela Fifa a colocação do símbolo do clube nas bandeiras – o que, no meu entendimento, altera o sentido da comemoração.

De acordo com o item B acima, trata-se de uma provocação ao time adversário, logo, passível de cartão amarelo.

Seria oportuno as Comissões de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) enviarem aos clubes qual é o seu real entendimento sobre o tema e orientarem os árbitros.

O que não pode é um árbitro punir e, outro, não...