Com um semblante desanimado, Martín Anselmi concedeu entrevista depois de mais uma derrota do Botafogo.
Na noite deste sábado (14), o Fogão perdeu para o Flamengo, por 3 a 0, no Estádio Nilton Santos, pela sexta rodada do Brasileirão, e se manteve na zona de rebaixamento.
A torcida presente no estádio não poupou o treinador, que foi chamado de 'burro' quando colocou Mateo Ponte no lugar de Barrera.
Ao ser questionado sobre a mudança na escalação inicial do Botafogo, Anselmi lembrou as críticas dos torcedores.
"Em nenhuma partida jogamos com três zagueiros. No jogo anterior, no jogo contra o Potosí, Mateo Ponte jogou marcando o lateral. Jogamos com quatro. Hoje foi a mesma coisa. Hoje para mim não tem sentido explicar tudo isso, porque por mais que eu explique nós perdemos, então eu sou burro. É a verdade. Quando a equipe perde, o treinador é burro", disse.
O treinador afirmou que entende o sentimento do torcedor e prometeu muito trabalho para recuperar o Botafogo, que vem de três derrotas seguidas no Brasileirão e na última semana foi eliminado na fase preliminar da CONMEBOL Libertadores.
"Eu sei o que sente o torcedor, eu também fui torcedor, eu também critiquei, viajei para ver meu time, então eu sei o que eles sentem hoje. Nada o que eu fale vai mudar esse sentimento. Eu só posso dizer que para mim hoje Botafogo é realmente a minha vida, minha vida é Botafogo, 24 horas por dia, minha família está em casa, no meu país, e eu passo 24 horas por dia pensando no Botafogo, buscando explicação. É difícil explicar. Eu disse aos jogadores, é a forma que a gente trabalha, que essa situação será revertida. Não me interessa vender ilusão, eu sou uma pessoa que diz o que sente, que diz a verdade. Não estou aqui falando, pedindo desculpas, acredito nos jogadores que eu tenho, acredito no staff, acredito na comissão técnica, acredito o que fazemos no dia a dia", afirmou.
Anunciado em dezembro do ano passado, Martín Anselmi tem seis vitórias, dois empates e oito derrotas no comando do Botafogo. Os números e o futebol apresentado colocam pressão em cima do trabalho do argentino.
"Em relação a pressão, foi o que eu disse na pergunta anterior. É um momento incômodo. Nós somos privilegiados por fazer parte de um clube como o Botafogo e poder trabalhar no Botafogo. Não digo para vender, é a realidade, é para poucos. Eu sou um privilegiado. Esse trabalho, como a de outros do Brasileirão, é incômodo, porque estamos todo tempo pressionados, porque estamos a todo tempo em observação. Se eu não conseguir aguentar a pressão, não posso trabalhar aqui. Para lutar com essa pressão tem que ser muito forte mentalmente. A única forma para reverter essa situação é com trabalho, ver o que passou, como corrigir, preparar treinamento, preparar para enfrentar o Palmeiras. O foco é tentar em ser melhor. O dia que não pensar assim, eu chamo a diretoria e digo que não tenho mais energia", finalizou Anselmi.
A próxima tarefa do Botafogo não é nada fácil. Na quarta-feira, o time visita o Palmeiras, às 19h (de Brasília), no Allianz Parque, pela sétima rodada do Brasileirão.
Próximos jogos do Botafogo:
Palmeiras (F) - 18/03, 19h (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
Red Bull Bragantino (F) - 21/03, 16h (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
Athletico-PR (F) - 29/03, 18h30 (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
