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Ex-Botafogo lembra 'pérolas' de Seedorf nos bastidores e vê lenda com espaço no Brasil: 'Um dia vem'

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Ex-Botafogo lembra dia que Seedorf mandou desligar ar do vestiário: '40 graus e ele de casaco' (1:00)

Em entrevista ao ESPN.com.br, Henrique Almeida contou pérolas do craque holandês (1:00)

Dos 20 times que estão na Série A do Campeonato Brasileiro, dez são treinados por estrangeiros. Um deles é o Botafogo do português Artur Jorge, que entra em campo nesta quarta-feira (22), às 19h (de Brasília), para enfrentar o Vitória, pelo jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil.

Foi justamente no clube alvinegro que o atacante Henrique Almeida, hoje no Vila Nova, teve a oportunidade de trabalhar com um craque do futebol mundial: Clarence Seedorf.

Na época, Henrique deixou o Sport, onde estava emprestado pelo São Paulo, para defender o Glorioso. Por lá, conviveu por alguns meses com o astro holandês antes dele se aposentar e dar início à carreira de treinador no Milan.

''O Seedorf era impressionante. Um jogador excepcional, o cara que sabia que era muito diferente, muito forte, muito acima da média'', disse o meia em entrevista ao ESPN.com.br.

De personalidade forte e com uma vasta carreira construída na Europa, Seedorf teve certa dificuldade para se adaptar ao ''jeitinho brasileiro''. O holandês estava sempre disposto a corrigir algo que considerasse errado, seja dentro ou fora das quatro linhas.

''Ele aconselhava tudo, todo mundo. Do cara da água até como o roupeiro, como ele tinha que dobrar a roupa. Mas você via que tinha coerência em tudo o que ele falava'', afirmou.

Ao lado de Seedorf, Henrique vivenciou um episódio para lá de engraçado em pleno Maracanã, no forte calor do Rio de Janeiro.

''No Carioca, em janeiro e fevereiro é 40 graus. Não tem cabimento... O Seedorf andava de casaco. Chegamos um dia para jogar no Maracanã e estava muito calor, principalmente no vestiário. Aí começou aquela reclamação. O supervisor veio e pedimos: 'Pelo amor de Deus, liga o ar condicionado'. Ele respondeu que o Seedorf tinha mandado desligar o ar. Como era possível? Ele mandou desligar o ar para poder acostumar com o campo, já que lá estaria muito mais quente do que o vestiário'', lembrou.

Apesar de ter encontrado certa dificuldade para se adaptar ao clima, Henrique Almeida acredita que Seedorf voltaria ao país para comandar um clube, ainda inda mais com a atual ''invasão'' dos técnicos estrangeiros que está ficando cada vez mais comum no futebol brasileiro.

''Eu acho que um dia ele ainda vem para cá treinar. Se ele vier, vai pegar um clube, vai fazer um trabalho que vem com metodologia de fora, europeia, cheia de jogo diferente. Acaba que aqui no Brasil, os clubes estão buscando isso, muitos treinadores estrangeiros, estamos abrindo muito mercado para outros treinadores aqui no Brasil'', disse.

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