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Como Júnior Santos foi de jogar por R$ 400 como caixa de supermercado a brilho no Botafogo na Libertadores

Júnior Santos viveu uma noite mágica na última quarta-feira (28). Com quatro gols na vitória por 6 a 0 do Botafogo sobre o Aurora, pela CONMEBOL Libertadores, o atacante se tornou o maior artilheiro do clube na história da competição. No entanto, em um passado não tão distante, a realidade do jogador era totalmente diferente.

Após fazer vários testes em clubes do Nordeste e ter sofrido algumas desilusões, o 'Jacaré' - que estava com 22 anos - já havia desistido de ser profissional e estava conformado com a vida de artilheiro da várzea, ganhando até R$ 400 por partida.

"Eu sonhava em ser jogador de futebol, mas as coisas nem sempre saem como a gente espera. Vim de família humilde, então tive que trabalhar de servente de pedreiro, caixa de supermercado... Depois, no futebol amador, dava para ganhar almoço e uns trocados (risos). A realidade do futebol brasileiro é difícil, mas graças a Deus, ao meu empresário, à minha família, as coisas acabaram dando certo. Eu já havia desistido de ser profissional, sem expectativa, mas jogava futebol amador para dar sustento à minha família", disse Júnior Santos em entrevista à ESPN em 2019.

O atacante, que já tem oito gols em 12 jogos pelo Glorioso em 2024, sendo o artilheiro da temporada até aqui, destacou que o futebol na várzea era um complemento da renda familiar, já que trabalhava por fora para seguir ajudando em casa.

"Sempre joguei futebol de várzea. Na várzea, tem uns campeonatos que o pagamento é um almoço, um lanche... Quando eu comecei a jogar o futebol de alto nível da várzea, com pagamento em dinheiro, jogava duas vezes por semana, aos fins de semana, e pegava 300, 400 reais por jogo. Era um dinheiro só para me virar. Joguei lá só por dois anos, mas já conseguia me destacar, fazia bastante gols na várzea (risos)."

Hoje aos 29, o jogador viu tudo mudou aos 22 anos. Foi 2017, no Osvaldo Cruz, clube de São Paulo, que a primeira oportunidade no futebol profissional veio. De lá para cá, Júnior Santos passou por clubes como Ituano, Ponte Preta, Fortaleza, Kashiwa Reysol, Yokohama Marinos e Sanfrecce Hiroshima, até chegar ao Botafogo e colocar o nome na história do Glorioso.

"Eu jogava futebol amador até os 22 anos, sem qualquer expectativa. No começo, foi muito difícil e o Osvaldo Cruz que me deu oportunidade em São Paulo. Então conheci meu empresário, o Edvaldo Ferraz, que viu um potencial diferente em mim e qualidade, mesmo eu tendo uma idade avançada. Ele fez de tudo por mim, me deu e dá estrutura até hoje para só pensar em jogar futebol. Daí ele me levou para o Ituano, convencendo um clube da Série A do Paulistão a dar oportunidade a um jogador da segunda divisão. Chegando lá, fui muito bem no Campeonato Paulista, fiz quatro gols e fui evoluindo."

Agora, o Alvinegro vai enfrentar o Red Bull Bragantino valendo vaga na fase de grupos do torneio continental.

O duelo de ida entre os brasileiros será no Nilton Santos entre os dias 5 a 7 de março e o de volta, em Bragança Paulista, entre 12 a 14 de março.

Por ter melhor colocação no ranking de clubes da Conmebol, o Massa Bruta decide em casa. As datas e horários ainda não foram divulgados pela entidade.

Próximos jogos do Botafogo