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Tchê Tchê era para ser expulso? Renata Ruel explica regra e diz qual cartão jogador do Botafogo deveria levar

Um lance chamou atenção no final do primeiro tempo do duelo entre Botafogo e Defensa y Justicia, pela CONMEBOL Sul-Americana. Tchê Tchê foi tentar finalizar com uma bicicleta e acabou acertando o rosto de Soto, que começou a sangrar bastante e precisou ser atendido no gramado pelos médicos.

O árbitro Gery Vargas decidiu mostrar o cartão amarelo, mas foi chamado para consultar o lance no VAR, para uma possível mudança para o vermelho. Mesmo assistindo novamente a imagem, o juiz boliviano optou por manter o amarelo para o volante.

Decisão essa que foi apontada como correta para Renata Ruel, comentarista de arbitragem da ESPN.

"Quando ele dá uma bicicleta, primeiro ele atinge a bola, e depois tem o contato com o rosto do jogador, que também está se projetando, abaixando um pouco, para cabecear a bola. Mas o Tchê Tchê atinge o rosto do jogador com o peito do pé, com uma intensidade média na minha visão. Isso dentro da regra entra como ação temerária, desconsidera o risco para o adversário, aí é cartão amarelo pela regra do jogo", iniciou ela.

"Se o Tchê Tchê tivesse atingido com a trava da chuteira a cabeça do adversário, aí a gente analisaria como cartão vermelho, mas não é isso que acontece. O árbitro acerta no cartão amarelo, o VAR pode ter se impressionado com o sangue que escorre do jogador, mas a gente não pode só analisar a consequência. A arbitragem tem que analisar todos os fatores dentro da regra. Eu concordo com o árbitro do campo e não concordo com o VAR."

Pelo jogo de ida das quartas de final da Sul-Americana, Botafogo e Defensa ficaram no empate em 1 a 1, no Rio de Janeiro. A decisão da vaga na semifinal acontece na semana que vem, na quarta-feira (30).

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