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Presidente do Fortaleza explica por que negou 'salário de atacante' de Textor para ir ao Botafogo

Presidente do Fortaleza, Marcelo Paz recusou convite de John Textor, dono da SAF do Botafogo, para ser CEO do clube carioca Gazeta Press | Vítor Silva/Botafogo FR

Um dos times sensações do futebol brasileiro nas últimas temporadas, o Fortaleza se destaca não somente pelos resultados dentro de campo. Fora dele, a administração promovida pelo presidente Marcelo Paz também chama atenção. E foi alvo do Botafogo de John Textor.

Em entrevista ao podcast 'Mundo GV', no YouTube, o dirigente do Leão afirmou que recebeu um convite do dono da SAF do Glorioso para se tornar CEO do clube. No entanto, por ter sido reeleito há pouco tempo na época, recusou o convite.

“Houve um convite do Textor. Conversei com o Textor. Fizemos uma conversa virtual, ele estava nos Estados Unidos na época. A gente conversou, achei que ia conversar por conversar. Meu inglês é médio, não é fluente, mas eu consigo me comunicar. Pensei: ‘Será que vou fazer uma entrevista em inglês?’. Ele gostou, falou para os assessores, que intermediaram: ‘Quero contar com ele’. Só que eu tinha acabado de ser reeleito para mais três anos no Fortaleza, não poderia jamais sair”, começou por contar.

“Os números financeiros eram muito interessantes. Muito, muito. Era salário de atacante. Salário bom. Não podia jamais deixar o Fortaleza naquele momento. Minha torcida, as pessoas que confiaram em mim. Seria uma traição à torcida do Fortaleza que me acompanhou, que sempre me apoiou. Se as pessoas hoje falam de mim na Lapa, na Barra da Tijuca, é porque a torcida do Fortaleza deu todo o suporte. Não poderia jamais fazer aquilo. Agradeci, seguiu a vida, já nos encontramos duas vezes depois, batemos papo", completou.

Marcelo Paz explicou que não poderia 'trair' os torcedores do Fortaleza, nem virar as costas para a cidade onde é nascido e criado. No entanto, deixou as portas abertas para o futuro.

“Se eu fosse olhar só o dinheiro naquele momento, eu teria um ganho financeiro muito grande, significativo, mas estaria traindo minha torcida. Sou Tricolor, sou de Fortaleza, da cidade. Viria fazer um trabalho, depois moraria lá de novo e as pessoas falariam: ‘você traiu a gente’. Isso não tem preço, as coisas podem acontecer naturalmente, em outro momento, mas não tenho um pingo de dúvida que tomei a decisão certa.”

Desde o final de 2022 que John Textor busca um CEO para o Botafogo. O empresário norte-americano busca um profissional com experiência para a vaga. Alexandre Leitão, ex-CEO do Orlando City, era um dos nomes cotados, mas ainda não teve acerto. Até o momento, Thairo Arruda, diretor geral da SAF, faz a função momentânea.

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