Nacho Fernández, do Atlético-MG, conquistou a Bola de Prata como um dos melhores meias do Campeonato Brasileiro
"Se eu tivesse que escolher alguém que se destacasse no Campeonato Argentino, seria Nacho. Ele tem uma camurça no pé". O elogio de Maradona, em 2019, mostra o tamanho da expectativa que o Atlético-MG tinha em cima da contratação de Nacho Fernández. E o argentino não decepcionou! Cérebro da equipe de Cuca, o jogador fez um Campeonato Brasileiro espetacular e foi coroado com o Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet de melhor meia.
Titular absoluto e peça-chave do River Plate bicampeão da Conmebol Libertadores, Nacho chegou em Belo Horizonte como o melhor jogador do futebol argentino, ao menos para dois dos grandes nomes da história dos hermanos: Diego Armando Maradona e Juan Román Riquelme.
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A "camurça no pé" dita por Maradona era sobre a qualidade do meia do Galo em controlar a bola e sua habilidade com ela nos pés.
Riquelme, um dos maiores ídolos da história do Boca Juniors, maior rival do River Plate, cravou: "Não tenho dúvidas que Nacho é o melhor jogador do futebol argentino há muito tempo. Foi ele que complicou nossa vida e virou o jogo na final em Madrid. O culpado foi ele", disse, se referindo à final da Libertadores de 2018, vencida pelo River sobre o Boca, no Santiago Bernabéu.
E não demorou para que o argentino demonstrasse sua qualidade em gramados brasileiros e, em pouco tempo, Nacho conquistou o coração dos atleticanos. Algo fácil para quem passou por tudo que o jogador passou em sua carreira.
O meia só se transformou em jogador de futebol por conta da insistência do pai, Pablo, que o colocou em um teste no Gimnasia y Esgrima, de La Plata, sem nem avisar ao filho. Nacho brilhou e acabou ganhando uma vaga no clube.
Ignacio, porém, teve que se mudar para outra cidade e, com isso, ficou longe de sua família, amigos e colegas de colégio, o que quase o fez desistir do futebol. Uma conversa com seu técnico Pelusa Didonato, porém, mudou a vida de Nacho.
"Suas palavras me fizeram refletir. Me disse que eu tinha uma oportunidade que poucos teriam e que o futebol é suor e lágrimas. Decidi, então, que ia tentar mais uma vez".
O resto é história. E a torcida do Atlético-MG agradece que Nacho não tenha desistido do futebol e, ao contrário, tenha vindo ao Brasil desfilar seu futebol com seus pés de camurça e ser o cérebro do fim do jejum.
