<
>

Bola de Prata: Gerson volta ao Brasil, completa sonho de infância no Flamengo e leva prêmio de melhor segundo volante

"Vapo neles! Executamos os caras!"

Graças a Gerson, poucas frases foram tão ditas em 2019 como essa.

Mas a volta ao Brasil nunca é assim tão fácil, considerada muitas vezes como um ‘passo atrás’ na carreira por deixar o futebol da Europa.

O ex-jogador do Fluminense provou que estava certo ao sair da Fiorentina, na Itália. E termina o ano com o Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet de melhor segundo volante do país.

Veja e reveja, detalhe a detalhe, como foi o Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet

"Estou muito feliz. Primeiramente, agradecer a Deus, meus companheiros... é um prêmio individual, mas faz parte do coletivo também. Muito feliz", comemorou o jogador ao receber o prêmio.

Conquistar a torcida é um dos passos mais importantes para uma boa adaptação em um novo clube. Mas, quando você é parte da torcida, tudo fica mais fácil. E assim foi com Gerson.

"A lembrança que tenho foi quando o Flamengo foi eliminado pelo América do México, que o Cabañas eliminou a gente, eu chorava. Sempre fui torcedor doente e essa é a lembrança que tenho na minha memória até hoje. Agora estou vestindo a camisa para mudar isso", disse o volante em entrevista coletiva quando chegou ao clube.

O camisa 8 jogou nas categorias de base do Flamengo, mas, por problemas financeiros, teve que abandonar o clube do coração. O mundo dá voltas, e, após ser revelado pelo rival Fluminense, quis o destino que o mesmo Flamengo fizesse dele o brasileiro mais caro já contratado no país. Foram 11,8 milhões de euros, quase R$ 50 milhões. Em valores absolutos, apenas o argentino Tevez, em 2005, e o uruguaio Arrascaeta, também em 2019, foram mais caros.

Quando entrou em campo, a torcida se apaixonou por ele assim como ele já era apaixonado pela Nação. Foi de incógnita a observado por Tite em questão de semanas e mandou no meio de campo a cada jogo que fez.

"Estamos falando de um jogador de 22 anos, não entendo como na Itália deixaram ele voltar ao Brasil. Eu fui buscar um jogador lá, que ninguém queria e hoje querem. Não entendo isso com o Gerson. É um coringa da equipe. Além da qualidade, taticamente é muito inteligente", comentou o treinador Jorge Jesus sobre o jogador.

Coringa? O apelido pegou fácil, e na festa do título da Libertadores o volante desfilou com uma máscara do personagem.

Rápido, versátil, inteligente...

É marcante que, com apenas dois gols e três assistências em 26 partidas no Brasileirão, Gerson seja unânime no Brasil.

Mas ele é, e basta você ver um jogo do Flamengo para entender.