“Hoje digo que sou um milagre, o impossível que se tornou possível.”
A frase é forte, mas resume uma das maiores histórias de superação do ano no futebol brasileiro.
Aos 22 anos de idade, o atrevido Michael encantou o país com seus dribles com a camisa do Goiás. Foram cinco assistências e nove gols – sendo alguns deles verdadeiras pinturas.
Por isso, desbancou Matheus Henrique (Grêmio) e Soteldo (Santos) e ganhou o Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet de revelação do Brasileirão com 49% dos quase 16 mil votos do público.
Veja e reveja, detalhe a detalhe, como foi o Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet
Mas toda essa história tinha tudo para ser completamente diferente.
Michael colecionou dispensas de clubes de futebol por sempre ser considerado muito baixinho – ele tem só 1,66m de altura.
Pior que isso: ficou viciado em álcool e drogas e ainda se envolveu com o tráfico.
“Não sabia o que era ficar um dia sem fumar, sem beber”, disse.
Quando começou também a vender drogas, quase morreu. Seis vezes, segundo ele mesmo conta.
“Depois da sexta vez que tentaram me matar, Deus disse para mim 'chega, né!'. Fui para a igreja e falei que se Deus for bom, ele vai ter misericórdia de mim”, lembra.
Michael começou a sua ‘escalada’ no futebol em 2016 e subiu rapidamente. Primeiro pelo Monte Cristo, na terceira divisão estadual. Depois no Goiânia, na segunda, e no Goianésia, na primeira, até ser contratado pelo Goiás ainda em 2017.
No ano passado, já havia ajudado o clube a conseguir voltar para a elite nacional. Mas agora fez ainda mais e encantou o país inteiro.
“Graças a Deus consegui me afastar do caminho errado. Não tenho orgulho do que fiz”, disse Michael em entrevista ao Estadão.
Agora, porém, o Brasil todo tem orgulho de você e de sua recuperação, Michael.
