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Bola de Prata: Felipão deixa 7 a 1 para trás, cala críticos e leva Prêmio Telê Santana de melhor treinador do Brasileirão

O clima era de desconfiança quando o Palmeiras anunciou a volta de Felipão ao clube, no fim de julho. Muitos ainda enxergavam o 7 a 1 da Alemanha em cima da seleção brasileira sempre que viam o treinador.

Para alguns, o fracasso era certo em questão de tempo.

Só que esses alguns se esqueciam da história de Luiz Felipe Scolari. E de todo o seu passado justamente na Academia de Futebol.

Felipão conhecia a casa. Sabia como construir um Palmeiras vencedor e tinha peças de extremo talento para poder trabalhar.

O resultado foi imediato: Felipão simplesmente não perdeu no Campeonato Brasileiro. Em 21 jogos, ganhou 16 e empatou cinco. Pegou o time na sexta colocação, com oito pontos de desvantagem para o líder, e terminou campeão com uma rodada de antecedência.

Ultrapassado?

Felipão deu a resposta dentro de campo (ou quase isso!) e leva o Prêmio Telê Santana de melhor treinador do Brasileirão no Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet.

“Não sou ultrapassado. Não sou melhor nem pior. Sou um bom técnico, com métodos iguais aos outros. Vejo as pessoas falando que meus métodos de treinamento estão ultrapassados, mas, desde que cheguei ao Palmeiras, ninguém vê meus treinos. Deixa falar. O povo brasileiro me trata com um carinho que vocês não imaginam”, disse o treinador.

Sim, Felipão, o povo brasileiro te trata com o carinho que um dos melhores técnicos da história do país merece!

Ao receber o prêmio das mãos do ex-treinador Rubens Minelli, quatro vezes campeão brasileiro, ele demonstrou toda sua gratidão.

“Esse senhor aqui é responsável por muitas situações maravilhosas que vivemos. Mas principalmente na minha vida foi importante. Se hoje trabalhei em sete países, foi porque ele me deu a primeira chance de sair do Brasil em 83, quando me indicou para o Al Shabbab. Só me conhecia como jogador. Em 75, eu fui o terceiro do Bola de Prata, não era tão ruim assim (risos). Esse senhor que me abriu portas. Lembro da minha carreira e a primeira pessoa que gostaria de agradecer e valorizar é o senhor Rubens Minelli", disse Felipão.