"Nós que jogamos no Sul temos de fazer o dobro para termos reconhecimento. O Alan Patrick, se estivesse no eixo, com certeza estaria na seleção brasileira. Vem sendo nosso protagonista".
A frase é de Vitão, zagueiro do Internacional, que, em um questionamento sobre falta de visibilidade feito em novembro, exaltou o colega de clube. É sinal da admiração que os companheiros de equipe nutrem por Alan Patrick. No Colorado, o meio-campista é camisa 10, faixa e, agora, reconhecido com um Prêmio ESPN Bola de Prata Aposta Ganha.
O meia recebe a honraria aos 33 anos, uma década e meia depois de estrear no Brasileirão, em 2009, quando foi revelado pelo Santos. Também disputou edições por Palmeiras e Flamengo, mas foi no Rio Grande do Sul que atingiu o auge, mesmo mais velho, e entrou para a história com grandes atuações.
Apesar de ter nascido em Catanduva, no interior de São Paulo, os primeiros passos no futebol foram no litoral paulista, mais especificamente na Vila Belmiro. O então menino chegou ao Peixe aos 13 anos e dividiu espaço na base com Neymar.
Os dois, aliás, se tornaram parceiros e sempre dividiram o gosto por música. Alan Patrick não é craque apenas no futebol; também se arrisca tocando banjo, tirando onda no samba e no pagode. A dupla subiu ao profissional na mesma época e conquistou uma Copa do Brasil (2010), dois Campeonatos Paulistas (2010 e 2011) e uma CONMEBOL Libertadores (2011).
Os amigos também foram campeões do Sul-Americano sub-20 de 2011 pela seleção brasileira. No meio daquele ano, Alan Patrick foi vendido ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, depois de 36 jogos e seis gols pelo Santos.
O vínculo com os ucranianos durou, ao todo, quase 11 anos, com empréstimos para o Internacional, Palmeiras e Flamengo. Na primeira passagem pelo Colorado, entre 2013 e 2014, fez 49 jogos, com quatro gols e quatro assistências, e ganhou o Campeonato Gaúcho de 2014.
Em 2022, voltou ao Beira-Rio para uma nova -- e atual -- passagem. Dessa vez, foi contratado em definitivo e chegou bem mais experiente. Neste ano, foi o maestro da equipe que saiu da parte de baixo da tabela para até sonhar com o título, que não veio. A vaga na CONMEBOL Libertadores de 2025, no entanto, foi garantida.
Agora é hora de garantir uma boa música para comemorar a Bola de Prata.
