<
>

ESPN Bola de Prata Sportingbet: Bruna Benites une experiência e calma para ser uma das melhores zagueiras do Brasil

Bruna Benites, do Internacional, conquistou a Bola de Prata de melhor zagueira do Campeonato Brasileiro


Líder dentro e fora de campo, Bruna Benites não assumiu a braçadeira de capitã do Internacional à toa. O forte senso de justiça, a postura e a calma da zagueira a tornaram a maior referência dentro do vestiário colorado. Sob o comando dela, o time bateu na trave. O título do Campeonato Brasileiro não veio, mas as ótimas atuações de Benites lhe renderam o Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet como uma das melhores da posição no país.

Para a dupla de zaga Sorriso, “Bruna é uma líder diferente, muito sábia, sabe o momento certo de falar e agir”. Os 37 anos se somam às passagens por clubes do futebol brasileiro, norueguês, americano e chinês e dão a ela a bagagem necessária para se tornar um exemplo às companheiras e admirada pelas gerações mais novas que sonham também em alcançar o que ela conquistou.

Aos que frequentam os bastidores das Gurias Coloradas, não é raro encontrar, durante os momentos de descontração, Bruna tomando tereré e conversando com as companheiras sobre os mais diversos assuntos. Quando o apito inicial se aproxima, a zagueira adota uma postura mais introspectiva. No ônibus, com seus fones de ouvido, Bruna já está totalmente focada para a partida. No vestiário, a atleta tira alguns minutos para meditar.

Parceira também na concentração, Sorriso conta como é a companheira fora de campo: “Ela é bem tranquila, na dela, gosta de ler bastante, tomar seu tereré. A gente conversa muito sobre a vida, damos muita risada, compartilhamos diversos momentos juntas”.

Natural de Cuiabá, Bruna é a única mulher entre três filhos. Começou a jogar futebol entre os meninos, por influência dos irmãos, e, aos 13 anos, descobriu que existia uma equipe feminina em sua cidade. Formada em fisioterapia, chegou a deixar de lado as chuteiras para se dedicar à nova profissão. Foi o sonho de sua mãe de ver a filha jogar futebol na televisão o principal motivo para que ela retornasse aos gramados.

A zagueira foi convocada para a seleção brasileira feminina pela primeira vez em janeiro de 2012, após apenas um ano atuando no futebol profissional, no time do Foz Cataratas, com o qual foi campeã da Copa do Brasil em 2011. Com a amarelinha, a primeira competição que disputou foram os Jogos Olímpicos de 2012, no qual o Brasil foi eliminado pelo Japão nas quartas de final. Também fez parte dos ciclos olímpicos de 2016 e de 2020.

Bruna chegou ao Internacional na metade de 2019 para escrever seu nome na história do clube. Em processo de recuperação de uma lesão no joelho, a zagueira contou com a confiança da direção colorada para retornar aos gramados. Desde então, virou xerife da zaga colorada ao lado de Sorriso e foi fundamental para a construção de um trabalho que conquistaria três títulos gaúchos (2019, 2020 e 2021) e alcançaria o vice-campeonato brasileiro (2022).

Na carreira, a zagueira conta com um currículo recheado de conquistas. Por equipes, foi campeã do Mundial de Clubes, Libertadores da América (2x), Copa do Brasil (2x), Gauchão (3x), Paranaense (2x) e Paulista. Ainda conquistou a Copa América com a seleção brasileira. O único título que falta para Bruna, em âmbito de clubes, é o do Campeonato Brasileiro, que ficou no quase esse ano, após a derrota para o Corinthians na final.

“O futebol mudou a minha vida, eu devo tudo à minha profissão, eu devo tudo ao futebol”, afirma Bruna em conteúdo publicado pelo Internacional em abril de 2020. A zagueira conta que o esporte foi o que a possibilitou concluir a faculdade e alcançar o diploma de fisioterapeuta, além de garantir o auxílio financeiro para sua família. A paixão pela fisioterapia não foi completamente deixada de lado e Bruna não esconde o desejo de retornar à profissão quando se aposentar dos gramados.

Quando realizar mais esse sonho, o fará agora com a Bola de Prata em sua estante de troféus.