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Xavi dispara e diz que Messi não voltou ao Barcelona por causa do presidente: 'Ele está mentindo'

A tentativa de retorno de Lionel Messi ao Barcelona após a Copa do Mundo de 2022 voltou ao centro das discussões no clube catalão. Em entrevista ao jornal La Vanguardia, o ex-treinador Xavi Hernández afirmou que o craque argentino esteve muito perto de acertar a volta, mas que a negociação não avançou por decisão do presidente Joan Laporta.

Segundo Xavi, Messi demonstrava entusiasmo com a possibilidade de retornar ao Camp Nou. O ex-treinador revelou que conversou diretamente com o argentino no início de 2023 e que havia um entendimento positivo para a transferência.

“Em janeiro de 2023, depois da Copa do Mundo, falei com o Leo e ele me disse que estava animado para voltar. Conversamos até março e eu disse que, quando ele me desse o OK, avisaria o presidente porque, esportivamente, funcionaria perfeitamente”, afirmou.

De acordo com o ex-comandante blaugrana, o acordo chegou a avançar a ponto de envolver negociações contratuais com o pai do jogador, Jorge Messi, e até a aprovação financeira de LALIGA. Ainda assim, a operação acabou interrompida dentro do próprio clube.

“O presidente negociou o contrato com o pai do Leo e tínhamos o sinal verde de LALIGA, mas foi o presidente quem desistiu. Ele me disse que, se Messi voltasse, poderia haver uma guerra com ele. A verdade é que o Leo não voltou porque o presidente não quis”, declarou.

Xavi também rebateu a versão de que questões financeiras teriam impedido o retorno do argentino. Para ele, a justificativa não corresponde ao que aconteceu nos bastidores.

“É mentira dizer que foi por causa de LALIGA ou que Jorge Messi pediu mais dinheiro. Foi o presidente e sua equipe que disseram que não podiam permitir. Laporta tem todo o poder e acreditava que Messi lidaria mal com isso”, completou.

A resposta do presidente veio rapidamente. Laporta afirmou estar “surpreso” com as declarações do ex-treinador e sustentou que foi o próprio Messi quem decidiu não retornar ao Barcelona antes de acertar sua transferência para o Inter Miami.

Na mesma entrevista, Xavi também falou sobre sua saída do comando técnico do clube. Ele dirigiu o Barcelona em 142 partidas, com 89 vitórias, 24 empates e 29 derrotas — um aproveitamento de 62,68%.

O ex-meia contestou ainda declarações de Laporta sobre mudanças no elenco. “O presidente disse que eu queria me livrar de dez jogadores, e isso não é verdade. Quero que os sócios saibam o que realmente acontece dentro do clube”, afirmou.

Por fim, o treinador insinuou que sua demissão teve influência externa dentro da estrutura do clube. Segundo ele, a decisão teria sido condicionada por Alejandro Echevarría, empresário e ex-cunhado de Laporta.

“O presidente se livrou de mim sem dizer a verdade. Foi condicionado por uma pessoa acima dele, que é Alejandro Echevarría. Quem realmente me tirou do cargo foi ele”, concluiu.

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