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A aposta que fez Ronaldo 'Fenômeno' arrancar dinheiro de lenda do Barcelona: 'Teve que pagar'

Talvez a melhor fase da carreira de Ronaldo "Fenômeno" tenha sido com a camisa do Barcelona, time que enfrentará o Porto pela fase de grupos da Champions League, nesta terça-feira (27), às 17h (de Brasília).

Na única temporada que jogou pelo clube catalão, o brasileiro marcou incríveis 47 gols em apenas 49 partidas entre 1996 e 1997.

O meia Giovanni, ídolo do Santos que chegou ao Camp Nou no mesmo ano que o centroavante trocou o PSV pelo Barça, conta que as atuações do colega causaram um enorme impacto no elenco blaugrana.

"O Ronaldo era muito jovem e tinha vindo da Holanda, mas a gente já via nos treinamentos que ele era um fenômeno mesmo. E ele demonstrou isso durante o ano todo. Era um gênio dentro de campo", lembrou o "Messias", em entrevista à ESPN.

"Ele mesmo falava: 'Hoje eu vou fazer dois gols, três gols, decido assim...' Ele dizia isso internamente porque é mais na dele. Ronaldo falava isso meio na brincadeira na mesa do almoço até para fazer uma apostinha com os caras", contou o ídolo do Santos.

Lenda do Barça, o atacante búlgaro Hristo Stoichkov foi uma das vítimas do craque brasileiro na hora das "apostinhas".

"Lembro que ele fez até uma aposta em dinheiro com o Stoichkov e disse que ia ser o artilheiro de LALIGA com mais de 30 gols. O Stoichkov no fim teve que pagar para o Ronaldo (risos)", afirmou.

Aos 20 anos, o "Fenômeno" foi o principal goleador do Espanhol 1996/97, com 34 gols marcados.

"Isso foi muito bom para o nosso time, que era muito forte. O pessoal confiava muito nele. A gente sabia que se ele tivesse uma chance no jogo, dificilmente iria perder", salientou o "Messias".

Giovanni ainda foi testemunha ocular do gol mais espetacular da carreira de Ronaldo - marcado contra o Compostela, em duelo válido por LALIGA. Em 12 de outubro de 96, o atacante deixou cinco adversários para trás e sofreu várias faltas antes de balançar as redes.

"Aquele gol foi um espetáculo! Acho que marcou muito na carreira dele, não só pela potência e pelo drible, mas pela visão de jogo, arrancada... É muito difícil você conduzir a bola do meio de campo, levando porrada e passando pelos adversários", exaltou.

"Mas ele não tem o apelido de 'Fenômeno' à toa, né? Para fazer um gol assim precisa ser acima da média", complementou o antigo camisa 10, que também marcou naquela vitória de 5 a 1 o Barça.

Com o desempenho fantástico, o centroavante foi campeão da Copa do Rei e Recopa Europeia, sendo eleito pela primeira vez pela Fifa o melhor jogador do mundo em 1996.

No meio do ano seguinte, ele foi vendido para a Inter de Milão. Apesar disso, deixou saudades no Camp Nou.

"Um dia, o Guardiola disse para mim: 'Olha, eu joguei com o Romário, é um espetáculo, mas igual ao Ronaldo eu nunca vi'. Era incrível a explosão, a velocidade, o drible e o raciocínio rápido. Não que o Romário não tivesse, mas na visão dele o Ronaldo era mais decisivo", finalizou Giovanni.

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