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Barcelona revive 'drama' com fair play financeiro e pode ficar sem reforços em janeiro, revela presidente

Joan Laporta, presidente do Barcelona, durante entrevista coletiva pelo clube Lluis Gene/ Getty Images

Presidente do Barcelona, Joan Laporta revelou que o clube corre o risco de não conseguir ter reforços na próxima janela de transferências, em janeiro de 2023, devido às regras de fair play financeiro da LaLiga


Presidente do Barcelona, Joan Laporta revelou que o clube corre o risco de não conseguir ter reforços na próxima janela de transferências, em janeiro de 2023, devido às regras de fair play financeiro da LaLiga.

As contas dos catalães estão 'saudáveis', de acordo com o cartola, com uma receita esperada nesta temporada de 1,23 bilhão de euros (R$ 6,8 bilhões) e um lucro orçado de 274 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão).

“Tivemos que criar algumas alavancas, que foram operações econômicas que salvaram o clube da ruína, e agora o clube está em recuperação econômica”, disse Laporta à agência de notícias espanhola EFE. “Mas, apesar disso, de acordo com as regras do fair play financeiro da liga espanhola, não podemos contratar”.

“Nós e alguns outros clubes também estamos tentando convencer a LaLiga a ser mais flexível e nos permitir outros tipos de interpretações que podem tornar o Barcelona ainda mais forte”.

O Barcelona registrou lucro de 98 milhões de euros (R$ 545 milhões) no ano fiscal 2021/22, como o próprio clube divulgou no último mês de setembro.

Para compensar as perdas e cumprir as regras de fair play financeiro, o clube vendeu 25% de seus direitos televisivos domésticos e uma participação de 49% no Barca Studios por mais de 700 milhões de euros (R$ 3,9 bilhões).

Isso permitiu ao Barcelona gastar mais de 150 milhões de euros (R$ 835 milhões) em reforços como Robert Lewandowski, Raphinha e Jules Koundé.

Joan Laporta acrescentou que o clube precisa gerar mais receita e reduzir custos. O dirigente insistiu, no entanto, que o fair play financeiro 'deveria ser harmonizado' em todas as ligas europeias 'porque existem desigualdades a esse respeito'.

“A regra é mais flexível na Premier League do que na Espanha, e não faz muito sentido para mim”, disse Laporta.