O Atlético-MG busca manter os 100% de aproveitamento na CONMEBOL Libertadores dias depois de sagrar-se campeão mineiro derrotando o arquirrival Cruzeiro na decisão - sua primeira conquista na "era SAF".
O rival em busca da segunda vitória será o Rosario Central, da Argentina, nesta quarta-feira (10), às 19h (de Brasília), na Arena MRV. O jogo terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
Se respira mais aliviado em campo, o Galo também busca maior fôlego fora da quatro linhas. A ESPN apurou que a SAF do clube trabalha com a possibilidade de um novo aporte nos próximos meses para melhorar a estrutura do futebol.
O valor seria inferior aos R$ 200 milhões investidos pelo Fundo Galo Forte, aprovado em fevereiro, que teve como objetivo abater partes de dívidas com bancos e empréstimos realizados pelo clube em anos anteriores.
O comando do futebol alvinegro ainda estuda a viabilização desse investimento para o primeiro semestre deste ano.
No momento, o valor ainda está em fase de estudo por parte do Galo. Se a ideia for para frente, caberá ao Conselho Deliberativo votar a aprovação do novo aporte, assim como aconteceu com a última entrada de dinheiro.
Apesar da ideia de melhorar a estrutura do clube, o Atlético-MG segue com o projeto inicial de utilizar a injeção de dinheiro recente da SAF principalmente no abatimento das dívidas.
Em entrevista ao "GE", em março deste ano, Bruno Muzzi, CEO do clube, explicou como está atualmente a dívida do clube e quais os próximos desafios que o Atlético-MG tem para voltar a ter saúde financeira no futuro.
"O Atlético, no momento em que fechamos a transação em outubro de 2023, estava com uma dívida de R$ 2,1 bilhões (incluindo a Arena). Entraram R$ 913 milhões, e a dívida, no fim de 2023, foi para R$ 1,3 bilhão", iniciou Bruno.
"Para os próximos anos, temos muitos desafios ainda. A dívida ainda é muito grande, estamos falando desse R$ 1,3 bilhão. Só de banco e Arena nós estamos falando de R$ 1 bilhão. O Atlético está estável, sem perder de vista o elevado endividamento que tem ainda e o cuidado que a que tem que ter com isso".
"Precisamos respeitar o orçamento, não podemos errar no futebol. Não podemos ter uma folha além do que planejamento, não podemos comprar além do que planejamos. Essa engrenagem inteira precisa estar funcionando", finalizou.
No momento, o Atlético-MG SAF é dividido em 75% das ações sob comando da "Galo Holding" e outros 25% que pertencem à associação. Na "Galo Holding", o maior percentual é de Rubens Menin e Rafael Menin (41,8%) - 20,2% é do Fundo Galo Forte; 6,7% do FIGA e 6,3% de Ricardo Guimarães.
Próximos jogos do Atlético-MG
Rosário Central (C): 10/04, 19h (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+
Corinthians (F): 14/04, 16h (de Brasília) - Brasileirão
Criciúma (C): 17/04, 19h (de Brasília) - Brasileirão
