Rodrigo Caetano define condição para deixar Atlético-MG e aceitar Corinthians

Rodrigo Caetano, executivo do Atlético-MG, durante partida contra o Red Bull Bragantino Gilson Junio/AGIF Gilson Junio/AGIF

Rodrigo Caetano segue com o futuro indefinido para 2024. O dirigente tem contrato até o final do ano com o Atlético-MG, mas é a prioridade do presidente eleito do Corinthians Augusto Melo para ser o executivo de futebol do clube paulista.

Segundo apurou a ESPN, Caetano já conversou sobre o interesse paulista com a direção atleticana, mas não pensa em forçar sua saída. “Sair bem” é algo que o diretor de futebol não abre mão para aceitar um projeto fora da Cidade do Galo.

O Corinthians ainda não oficializou uma proposta para o cartola. Caetano já conversou com representantes paulistas, mas em um contato inicial. As tratativas envolvem, além de Augusto Melo, Rubens Gomes, o Rubão, provável diretor de futebol do Corinthians em 2024.

Rodrigo Caetano segue, por exemplo, tocando normalmente o planejamento do Atlético para a próxima temporada, outra condição que ele enxerga como “obrigação” enquanto tem contrato.

O dirigente tem previsto um período de “descanso” na próxima semana, depois de uma reta final de Campeonato Brasileiro em que o Atlético teve chance de título até a última rodada. O trabalho de planejamento com o Galo, contudo, não será interrompido.

Na última quarta-feira (6), após a derrota do Atlético para o Bahia na rodada final da Série A, Caetano garantiu não ter nada acertado com o Corinthians e falou em “continuidade”.

“Sexta-feira temos uma reunião de planejamento, reunião que a gente já vem fazendo quinzenalmente. Conversamos com a comissão técnica, o Ciga, todos os departamentos. O que é normal nessa época. Eu espero que as coisas se encaminhem para minha continuidade. É o que eu posso dizer de momento.”

Além disso, Caetano deu alguns outros detalhes do planejamento atleticano para 2024, prevendo “ajustes de poucas peças” no elenco e garantindo não existirem propostas para saídas de atletas.

“Como diretor de futebol, adoraria que não saísse ninguém e chegasse mais. Sabemos, contudo, que essa conta não fecha. Também não controlamos o mercado. Se surgir alguma proposta, será levada ao comitê da SAF, onde são tomadas as decisões mais relevantes. Até o momento, não temos nada e esperamos incorporar (jogadores)”, afirmou ele.