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E se SAF do Atlético-MG não for aprovada? Nem clube sabe o que fazer: 'Única saída'

O escudo do Atlético-MG em bandeirinha de escanteio na Cidade do Galo Pedro Souza/Atlético-MG

O Atlético-MG tem pela frente sete dias que podem mudar sua história. Ao menos, é essa a visão do atual comando do clube, à espera da votação do projeto de Sociedade Anônima de Futebol (SAF) prevista para a próxima quinta-feira (20) pelo Conselho Deliberativo alvinegro.

Nesta quinta (13), Bruno Muzzi, CEO atleticano, concedeu entrevista coletiva para falar com jornalistas sobre o projeto, ao lado do diretor de comunicação André Lamounier. Ele detalhou o plano para a SAF e foi contundente ao responder sobre a possibilidade de não aprovação no Conselho.

Segundo apresentação feita na última semana aos conselheiros, a SAF do Atlético está avaliada em R$ 2,1 bilhões. Desse valor, 75% das ações seriam assumidas por uma holding e 25% ficariam com a associação. Caberia a essa nova empresa a responsabilidade pelo pagamento de todas as dívidas alvinegras, na casa de R$ 1,8 bilhão – os outros R$ 300 milhões são o capital da associação.

O plano é de contar com um aporte de R$ 913 milhões para o negócio, sendo que R$ 313 milhões seriam abatidos de uma dívida com Rubens Menin e Ricardo Guimarães, dois dos quatro R’s (Rafael Menin e Renato Salvador são os outros), que também serão acionistas da holding.

Dos outros R$ 600 milhões que chegariam de forma imediata ao clube, R$ 400 milhões serão aportados pelos R’s, outros R$ 100 milhões de um grupo já estabelecido de investidores e outros R$ 100 milhões serão levantados através de torcedores atleticanos – com um investimento mínimo necessário.

O plano da SAF é ter esse dinheiro para administrar a alta dívida do clube e tentar mantê-la sob controle pelas próximas três temporadas: 2024, 2025 e 2026. Tanto segundo Muzzi, quanto Lamounier, essa é a única forma de a equipe se manter operando como atualmente.

“Se não houver aprovação (no Conselho)? Confesso, não estou trabalhando com essa hipótese. Difícil de responder”, disse o CEO, ao ser questionado sobre o que o clube faria em caso de negativa dos conselheiros. “A SAF é a única saída” complementou o diretor de comunicação.

A reunião para a votação da SAF no Conselho Deliberativo do Atlético está programada para começar na próxima quinta, 20, e terminar no dia seguinte, às 18h. Para que a transformação em clube-empresa seja aprovada, são necessários dois terços de votos favoráveis dos conselheiros.

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