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Sofrendo desde expulsão, Vargas vai se reunir com chefe de organizada do Atlético-MG após cobrança em CT: 'Preciso fazer as pazes'

Eduardo Vargas em ação pelo Atlético-MG Bruno Sousa/Atlético

Vargas se reúne com chefe da torcida organizada nesta quinta-feira (25)


A expulsão nos minutos finais da eliminação do Atlético-MG da Conmebol Libertadores, pouco antes da derrota nos pênaltis para o Palmeiras, ainda abala Eduardo Vargas. Desde o episódio, o atacante chileno apresentou sintomas de depressão e buscou ajuda profissional.

Na quarta-feira, o jogador ainda foi pressionado por torcedores, que foram até o centro de treinamento do Galo para cobrar o elenco. Vargas foi um dos principais alvos.

Segundou apurou a ESPN, inclusive, nesta quinta, Vargas se encontrará com um dos chefes de organizada do clube em busca de paz. É mais um passo em seu trabalho de recuperação mental.

“Eu quero e preciso fazer as pazes com a torcida atleticana. Passei pela punição imposta pela diretoria e tenho ciência dos meus erros. Mas agora é trabalhar e buscar me preparar não só fisicamente, mas mentalmente para poder agir da forma mais correta em qualquer situação”, declarou ele.

Pela expulsão contra o Palmeiras, Vargas foi multado e também ficou de fora da partida contra o Coritiba no Campeonato Brasileiro.

Em entrevista ao “GE”, Vargas reconheceu que passou a sofrer com sintomas de depressão e buscou ajuda, compartilhando sua situação com o empresário Leandro Albino. O procurador buscou uma equipe de especialistas para auxiliar o atleta.

Um dos especialistas que vai acompanhar Vargas é Lincoln Nunes. Atualmente, o preparador compõe o estafe de acompanhamento comportamental e mental de diversos atletas, entre eles o brasileiro Emerson Royal, do Tottenham e da seleção.

“Não está sendo fácil. Estou pagando por todos os erros. Por mais que não pareça, estou sofrendo”, complementou o atacante do Atlético-MG.

O neurocientista Fabiano de Abreu Agrela é mais um dos que passou a trabalhar com Vargas e já pediu exames para auxiliar no trabalho de retomada do jogador.

“Esses exames nos ajudam a entender o cérebro do atleta e nos mostram onde podemos trabalhar junto à equipe que conta com profissionais de todas as áreas necessárias”, explicou. “A condição mental interfere não apenas na condição física, como também na criatividade, tomada de decisão, foco e memória que são os meios vinculados à habilidade."