Textor conta como planeja revolucionar futebol brasileiro: 'Quero ganhar do Flamengo quarta e na quinta fazer reunião com eles'

John Textor concedeu entrevista à ESPN e falou sobre planos para o futuro breve no Botafogo


Em entrevista à repórter Roberta Barroso, da ESPN, o dono do Botafogo, John Textor, disse que, além de querer levar o Fogão de volta aos seus dias de glória, também deseja ajudar o futebol brasileiro a evoluir.

Segundo o empresário, deve haver união entre as equipes nacionais, com os dirigentes se dispondo a sentar à mesma mesa e discutir questões importantes como formação de liga e direitos de TV, deixando as paixões de lado.

"A expectativa de uma nova pessoa chegar assumindo um clube são muito grandes, as maiores que já vi. Mas é impossível entregar aos torcedores de forma rápida os seus maiores sonhos, porque as coisas serão difíceis ao longo do caminho. Há outras grandes pessoas aqui, outros grandes clubes, e todos estão lutando pelos títulos. Mas posso prometer que ninguém estará mais comprometido e preparado do que nós. Somos bons pensadores, somos críticos, somos calmos e somos estratégicos", afirmou.

"Mas eu não gosto de perder. Não vim ao Brasil para perder. Vim para construir um time campeão. E gostaria de fazer coisas pelo futebol brasileiro que vão além do Botafogo. Acho que a colaboração entre os grandes clubes pode ajudar muito", explicou.

"No aspecto dos direitos de TV, temos que fazer como na Premier League. A gente se odeia no campo de jogo, mas cooperamos entre diretorias", comparou o norte-americano, que também é dono do Crystal Palace no Campeonato Inglês.

"Então, digo isso de forma clara: na hora do jogo, quero atropelar o Flamengo. Mas, na quinta-feira seguinte ao jogo, depois da gente ganhar deles, podemos fazer uma ligação, uma reunião e conversar sobre como avançar a ideia de formar uma liga no Brasil, vender direitos de TV. Colaboração entre clubes. E, se eles ganharem da gente, vou atender a ligação deles de forma amistosa também", prometeu.

Textor também agradeceu o carinho que vem recebendo em suas redes sociais dos torcedores do Botafogo, mas reconheceu que, se os resultados esperados não vierem em breve, ele irá sentir a "fúria" da massa alvinegra.

No entanto, o magnata afirmou que tem "casca grossa" e sabe lidar com as críticas.

"Quero dizer aos torcedores que estou aqui para eles. Claro que algumas coisas não darão certo no início, e vão me xingar e gritar comigo quando eu tomar algumas deciões. Mas eu tenho casca grossa, não vou ligar", bradou.

"Continuarei trabalhando para deixar tudo melhor do que encontrei, e farei meu melhor para levar esse clube de volta aos títulos", finalizou.