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Romário abre o jogo sobre a noite e 'acordo' com cartolas: 'Se contavam aos técnicos, não é problema meu'

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Em entrevista à The Players' Tribune, o atacante tetracampeão do mundo com a seleção brasileira abriu o jogo sobre a sua relação com a noite enquanto jogador


Tetracampeão do mundo com a seleção brasileira e com uma carreira vitoriosa na maioria dos clubes por onde passou, o ex-atacante Romário nunca teve papas na língua e sempre falou abertamente sobre o seu comportamento dentro e fora dos gramados. E em entrevista à The Players' Tribune, o Baixinho lembrou que tinha até um "acordo" com os cartolas que o permitia conciliar a noite - que ele nunca negou ser adepto - e a vida como jogador profissional.

Revelado pelo Vasco na metade dos anos 1980, Romário não demorou para deixar o Brasil rumo à Europa. No Velho Continente, passou PSV Eindhoven, da Holanda, Barcelona e Valencia. E após uma rápida passagem pelo Flamengo, entre 1995 e 1996, no ano seguinte ele voltou de vez para o futebol brasileiro, para também vestir a camisa rubro-negra, além de posteriormente a do Fluminense e, mais uma vez, a do Cruzmaltino.

E segundo o Baixinho, assim que voltou para o Brasil, fez questão de deixar claro a todos os presidentes dos clubes por onde passou que tinha dificuldade em acordar cedo, e que por isso só treinaria à tarde. A partir daí, ele costurou uma espécie de acordo com os cartolas.

Romário também negou que as saídas na noite tenham prejudicado de alguma forma a sua carreira e lembrou que, durante todo este tempo como atleta profissional, não faltou um treino sequer.

"Em alguns dos meus clubes, eu tinha um acordo que me permitia ficar fora até tarde. Mas nunca deixei de treinar. Deixe-me esclarecer. Quando voltei ao Brasil, disse a todos os presidentes: 'Olha, tenho dificuldade em acordar cedo, então vou treinar à tarde'. Eles nem precisavam escrever no papel. Cara, havia tantos touros ***. 'Ah, o Romário não dorme...'. Sim, ele dorme. Ele só acorda mais tarde. 'Romário não treina...'. Sim, ele treina, só que não às 9 da manhã. Os presidentes sabiam. Se eles contavam aos treinadores, bem, isso não era problema meu", começou por dizer.

O ex-atacante ainda foi além e fez mais revelações sobre a sua relação com a noite. Além de nunca ter usado drogas ou fumado, Romário também nunca bebeu. Segundo ele, nem mesmo uma gota. E deixou claro que, para se divertir, não é preciso sair da sobriedade.

"Eu nunca saí na noite anterior a um jogo. Para um jogo de domingo, eu saía na sexta-feira. Claro, algumas vezes isso aconteceu, mas foi uma em cada 10 no máximo. E olha, eu nunca fumei. Graças a Deus, nunca usei drogas. Eu nunca bebi. Nem uma gota. Quem disse que você tem que ficar bêbado para se divertir?", finalizou.