Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, concedeu entrevista exclusiva à ESPN Brasil e ao ESPN.com.br
Em uma longa entrevista exclusiva à ESPN Brasil e ao ESPN.com.br, concedida na tarde desta quarta-feira (08) na Academia de Futebol, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, se mostrou otimista quanto à permanência do técnico Abel Ferreira na próxima temporada.
O português tem contrato até dezembro de 2022 com o clube, mas, após a conquista da Conmebol Libertadores, em 27 de novembro, se disse "no limite mental", colocando dúvidas sobre sua situação no futebol brasileiro.
O Verdão, por sua vez, tenta contornar o caso. Nesta semana, foi oferecida uma ampliação de contrato ao comandante, até dezembro de 2024, com um aumento salarial. Também estão sendo feito esforços para trazer a família de Abel para morar no Brasil.
No momento, o luso está de férias na terra natal, mas Galiotte é animado quanto a um "fico" do "professor".
"Eu gostaria muito! O que eu puder fazer, da maneira que eu puder participar, se eu puder influenciar, farei o máximo possível para que ele continue com a gente", apontou.
"Eu sou otimista. Acredito que o Abel continuará conosco. Mas é só uma opinião", ressaltou.
Vale lembrar que, no momento, o Palmeiras faz a transição de poderes, já que Leila Pereira assumirá a presidência em 15 de dezembro.
No momento, as decisões no clube são tomadas por "três poderes": a comissão técnica, a diretoria atual (capitaneada por Anderson Barros) e membros da gestão Leila - a própria dona da Crefisa vem participando diretamente de reuniões diárias que ocorrem na Academia de Futebol.
Ainda na conversa com a reportagem, Galiotte também deu detalhes sobre a não renovação do volante Felipe Melo.
Assim como disse o Pitbull em entrevista recente, o Verdão de fato não fez proposta para ampliar seu vínculo, que vence na virada do mês, e o comunicou que ele deixaria a equipe em 2022.
Bastante sincero, o mandatário palestrino explicou detalhadamente os motivos da decisão.
"O Felipe Melo é um ídolo. Tem muitos serviços prestados ao clube, tem uma identificação muito grande com o Palmeiras. Nós temos um sentimento profundo de gratidão pelo Felipe, pela dedicação, pela entrega, pela raça, pela qualidade, por ser nosso capitão. Mas, quando você faz um projeto de futebol, existem ciclos", salientou.
"A gente tem que sempre pensar nos próximos ciclos. O Felipe gostaria de jogar mais um tempo, mais dois anos. Mas vamos dividir os temas. Esse é o desejo do jogador, foi isso que ele nos passou: quer atuar como atleta profissional por mais duas temporadas. O Palmeiras avaliou o planejamento dos próximos anos, e o futebol é dinâmico. A gente tem que sempre estar muito atento a tudo, para poder atuar nesse planejamento, que inclui renovações e reformulações", seguiu.
"Quando a gente pensa no Palmeiras dos próximos anos e participa da reformulação que o clube está fazendo, vê que é uma reformulação do Palmeiras, institucional. Tudo faz parte do planejamento para os próximos períodos. E foi nesse momento que todos os que estão envolvidos no planejamento do Palmeiras para os próximos períodos definiram por não fazer uma proposta de renovação ao Felipe Melo", explicou.
"São coisas distintas e temos que separar. Uma coisa é o desejo do jogador, que é absolutamente legítimo. Outra coisa é a situação do Palmeiras em relação ao planejamento futuro. E a outra é a gratidão que temos pelo Felipe Melo, que é um ídolo e um jogador que a torcida nunca vai esquecer. Eu o contratei em 2017 e tenho um orgulho muito grande disso", encerrou.
