Paulo Roberto Falcão contou histórias da amizade com o técnico Carlo Ancelotti, do Real Madrid
À beira do campo, Carlo Ancelotti não faz o tipo teatral como José Mourinho ou Jorge Jesus. Dificilmente você verá o técnico do Real Madrid, que enfrentará no próximo domingo (12), às 17h (de Brasília), o Atlético de Madrid, por LaLiga, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+, fazer caras e bocas, dar broncas homéricas em seus atletas ou brigar com os árbitros.
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Tanto é que o seu livro autobiográfico tem o título de "Carlo Ancelotti: Liderança Tranquila".
"Ele é muito gente fina, muito competente e leva como poucos os jogadores. Não é à toa que é um sucesso", disse Paulo Roberto Falcão, que jogou com Ancelotti na Roma nos anos 80, ao ESPN.com.br.
No entanto, quando era meio-campista, o italiano era conhecido exatamente por ser o oposto do "monge" que não se exalta no banco de reservas.
"Normalmente na noite antes dos jogos, ele costumava passar no meu quarto umas onze horas para conversar e dizia: 'Paulo, amanhã tenho que fazer gol'. E esfregava as mãos. Eu respondia: ‘Tá bom, vai dormir, o jogo é amanhã’. Ele é muito ansioso e muito competente", disse Falcão.
Nos anos 80, eles conquistaram juntos o Campeonato Italiano, a Copa da Itália e foram vice-campeões da Champions League. Além disso, mantiveram uma amizade que permanece até os dias atuais.
Em 2014, Falcão estava na Europa e ligou para Ancelotti para conversar logo após a vitória do Real Madrid por 4 a 0 sobre o Bayern de Munique nas semifinais da Champions League.
"Liguei para ele e brinquei: 'Que barbada o jogo de ontem, foi goleada'. Depois, disse que estava indo para lá e combinamos um jantar. Chegando à Espanha, lembrei que em poucas horas ia ter a outra semifinal, de onde sairia o adversário do Real", contou.
"O Ancelotti disse: 'Tenho que ver esse jogo, mas já arrumei um lugarzinho para nós'. Fomos a um clube fantástico que ele era sócio. Tinha umas 50 ou 60 pessoas, todos com a camisa do Atlético e uma televisão enorme. Os torcedores vendo e ele lá como o treinador do Real Madrid, sem nenhum problema. Imagina isso em outro país?".
Logo após verem o time de Diego Simeone vencer o Chelsea por 3 a 1 e carimbar o passaporte para a decisão, o brasileiro resolveu brincar com o amigo.
"Eu disse: 'Pô cara, Você chegava todo estressado e nervoso e angustiado falando que tinha que fazer gol! Agora, te vejo na televisão nos jogos todo calmo, tranquilo'. Aí, a esposa dele soltou: 'Paulo, só que o coração dele está há 200 por hora naquela hora! Até começou a fumar' (risos)", divertiu-se Falcão.
