Em entrevista após título da Libertadores, treinador português desabafou sobre sua condição física após mais de um ano no Palmeiras
Abel Ferreira é bicampeão da Conmebol Libertadores. Neste sábado (27), o treinador português comandou o Palmeiras a mais um título da competição, pelo segundo ano consecutivo. Ainda assim, sua permanência no clube não é certa.
Em entrevista coletiva após a partida, o treinador admitiu que ainda vai refletir sobre o futuro, deixando em aberto sua permanência em 2022.
Acompanhe as repercussões e análises do título do Palmeiras na Libertadores no Linha de Passe deste sábado, a partir de 22h, pela ESPN no Star+.
“Tudo no tempo de Deus. Eu sou grato ao futebol brasileiro. Foi quem me abriu as portas, o Palmeiras em especial, e poder me juntar a grandes homens para conquistar títulos. Cheguei com nenhum e já levando paulada. Eu não digo que uma mentalidade é melhor ou pior, eu digo que há muita margem para melhorarmos no futebol brasileiro. E minhas críticas são de forma construtiva. Já disse, o calendário é insano, cansativo para mim”, disse.
“O clube já me deu a oportunidade de seguir, sou muito grato ao Mauricio, a Leila, mas eu tenho que fazer uma reflexão com a minha família. Eu não consigo estar na minha máxima capacidade com jogo, descanso, jogo. É desumano o que fazem aqui. Se quiserem crescer, vamos ter que abdicar de ida e volta na Copa, tirar espaço para podermos descansar e proporcionar bom jogo. Vou parar, refletir e pensar no melhor para o Palmeiras”, completou.
O comandante ainda admitiu que está muito cansado, física e mentalmente, e que precisa cuidar de si antes de definir seu futuro.
“Somos a equipe que mais jogos fez nesse ano. Eu tenho que tratar da minha saúde, física e mental. Mas ninguém quer saber disso”, finalizou.
